O céu de Brasília pintava tons dourados sobre os prédios modernistas da capital. Era fim de tarde quando Karen chegou à Esplanada dos Ministérios, vestida com um terno branco, elegante e sereno. Sua presença chamava atenção — não apenas pela beleza, mas pelo peso do nome que carregava. A CEO da Diniz Corporation havia sido convidada para falar em uma reunião com representantes do Ministério da Economia e do Pacto Global da ONU. O tema era transparência empresarial e combate à corrupção internacional. Nos corredores do poder, onde tantos se perdiam em discursos vazios, Karen se destacava por falar com verdade. Não havia arrogância em suas palavras, apenas segurança. Sua trajetória falava por si: ela havia enfrentado uma guerra silenciosa de bastidores, exposto um império de manipulação, re

