Otávio

1522 Palavras
OTÁVIO Eu sempre fui a pessoa mais confiante possível. Eu confiava tanto no meu taco que para mim tudo o que eu fazia estava certo e f**a-se o que os outros pensam. E mesmo assim eu adorava saber que os outros pensavam que eu era o fodão. Eu sempre tive muito dinheiro. A minha família é rica e pude deleitar esse privilégio e montar mais ainda a minha pose de playboy. Eu estudei também e comecei a trabalhar, mas eu queria mesmo era saber de festas, mulheres e confusão. Eu fiz muita merda com a Bárbara. Quando nos envolvemos, ela era uma garota ingênua e eu a fiz de gato e sapato. Eu acabei com a sanidade dela a ponto de ela tremer quando eu chegava perto. Hoje eu reconheço o péssimo namorado que fui. Mas mesmo assim ela não deveria ter mentido sobre o nosso filho. Ela estava grávida de um filho meu e o que fez enquanto eu estava preso foi se casar com o donzelo do meu irmão! Não consigo perdoar isso. E sobre a prisão... Os caras armaram por causa de 150 mil reais! p***a, que acharam r**m perder a grana, chegava em mim e me contava. 150 mil para mim não vai fazer falta. Se bem que eu não daria 150 mil para dois idiotas metidos a valentões. Eu sou um valentão e não tenho medo de outros. No momento eu não estou mais me preocupando com isso. No momento o meu plano principal é continuar longe da minha família e viver a minha vida em paz. De preferência, longe de compromissos amorosos. Ando fodendo uma e outra, mas nada de repetir, muito menos ficar de papinho depois do caso. A última coisa que quero é uma mulher na minha vida. E quem eu encontro? Lis. A peste que tornou a minha vida uma verdadeira palhaçada depois que descobri sobre o meu filho. Ela nunca escondeu sua opinião negativa de mim e falava muita coisa. Agora eu imagino que tudo o que ela dizia era só pra reafirmar que esconder o meu filho de mim era o certo a fazer mesmo. Como se eu merecesse passar o resto da vida sem saber da criança. Revê-la me lembrou de tudo isso. Toda a decepção e raiva que passei há meses atrás e impulsivamente eu fui atrás dela. Assim que ela chamou o meu nome, eu me arrependi de ter ido até ela. Estava muito melhor com essas coisas no passado. — O que você faz aqui? — Estou comprando roupas. O que uma pessoa vem fazer numa boate? Continua a cavala de sempre. Ou melhor, pônei. — Nesse lado da cidade? — estranhei. — Não é só você que pode ir pra onde quer, sumir por meses ou fazer qualquer merda dessas. — Eu estava feliz com o meu sumiço. — Eu também. — ela cruzou os braços, segurando uma caneca de chopp. — Então por que apareceu aqui? — Porque eu vou aonde eu quero. Estou aqui a trabalho. — A trabalho numa boate?! Virou p**a? Ela descruzou os braços e me acertou um tapa na cara. Dedos finos e ossudos. Ardeu para um c****e. — Peste! Você se acha no direito de me bater?! — fiquei furioso com isso. — Eu lá tenho cara de p**a?! — Tem! É óbvio que tem! Ela levantou a mão pra me bater de novo, mas eu segurei seu braço. — Nem ouse. — Se eu soubesse que você estaria aqui, não teria aparecido. Se fizer o favor de continuar sumido, eu agradeço. As nossas vidas estão bem melhores sem você. — Você não foi convidada para participar da minha vida. Se intrometeu, como sempre. Uma grande intrometida. Corroborando com as mentiras da sua prima e os golpes da sua família. — Não diga o que você não sabe e também não queira se fazer de vítima quando você sabe muito bem que era o vilão. Se me insultar de novo eu vou usar o meu joelho e aí você não vai precisar mais se preocupar se enfiou mais um filho em alguém. — ela me encarou com o nariz empinado, sem piscar os olhos e puxou seu braço. — Suma da minha vida, Otávio. — Com prazer. Faça o mesmo você também. Presença desagradável. — dei meia volta para encontrar os meus amigos. Essa garota tirou a minha paz. Eu quero que ela se f**a! Uma peste dessas aparece e do nada tudo que estava no passado volta à tona. Maldita hora que fui atrás dela. Voltei para os meus amigos e a garota que trouxe para a festa veio ficar do meu lado. Ela é gostosa. É loira, tem um sorriso doce e um corpo muito bonito. Silicone nos p****s e b***a, cintura fina e a boca bem carnuda. Parece uma coelhinha da Playboy. Hoje eu a levo pra cama. Não a minha. É óbvio. Mas a cama de algum hotel. — Arg! Tô doido pra fumar um baseado. — um dos meus amigos resmungou. — Eu também. — Eu tenho. — um cara que chegou aqui agora tirou um pacote do bolso. — Tenho craque, cigarro de maconha, LSD... Ele está vendendo? — Me dá um cigarro. — Tem pó? — a loira que estava comigo perguntou. — Tem sim, gata. — ele colocou a mão no outro bolso e puxou um pacotinho. Peguei o cigarro e ele mesmo acendeu. Eu precisava de algo pra me deixar relaxado, não doido. O pessoal foi no mais pesado e ficamos ali no canto. Quando a loira puxou o pó, ficou doida. As amigas dela também. Trouxe as amigas para os meus amigos. Elas começaram a dançar. Eu fiquei assistindo, sentado num banco. Estavam como a maioria do pessoal ali na boate. Quase todo mundo estava chapado. Elas dançaram juntas e depois começaram a se beijar. Eu estava gostando do que via. Até fiquei e******o, de p*u duro. O cigarro me ajudou a relaxar. O estresse do encontro com a peste passou, mas eu sabia que ela ainda estava por ali. — Otávio! Vem dançar! — a loira balançou o braço para mim. Deixei a bebida de lado e levantei para fazer o que ela queria. Dancei com a garota. Beijei a sua boca e ainda peguei a amiga dela. — Ei! Não beije ela não! Você não está comigo?! Ah meu pai. Ficante de um dia só com ciúmes. Era só o que me faltava. — Eu posso dormir com as duas. f***r com as duas de boa. — puxei a outra pela cintura e pelo sorriso em seu rosto, ela estava gostando. — Larissa! — a loira empurrou a garota em meus braços. — Você é minha amiga! Não pode fazer isso comigo! Eu larguei a garota e deixei as duas se resolvendo. Estava de boa demais para ficar me importando com isso. Voltei para o balcão e peguei o meu copo. Quando sentei para ver se a discussão tinha acabado, elas estavam numa briga de puxão de cabelo e tapas. — Que p***a é essa? — meu amigo perguntou, muito chapado. — Sei lá. — dei um gole na bebida e vi uma balinha no fundo do copo. — Foi você quem jogou essa merda na minha bebida?! — O que? Mostrei o copo. Ele riu. — É só uma balinha. — Uma balinha que faz estrago, né! Mas eu não vou deixar de tomar a minha bebida. LIS A festa estava boa demais. Já tinha mais de uma hora que eu não via o embuste e isso me deixou mais tranquila. O seu jeito me estressa. — Tira uma foto comigo. — uma menina chegou com o celular na mão. — Claro. — aceitei animada. Ela abriu a câmera e tiramos algumas fotos. — Eu adoro ver os seus stories. Você é maravilhosa. — ela segurou a minha mão. — Obrigada. — fiquei rindo boba. Eu fico bem feliz quando alguém aparece me elogiando assim. — Amiga! — um garoto apareceu e segurou o braço da menina. — Cê não sabe a treta que tá rolando do outro lado. — O que? — Umas meninas brigando, uns caras também brigando. Tá um babado! Lis! — ele me notou. — Adoro você, menina! — Obrigada. — fiquei sorrindo, mas estava preocupada com a briga. Eu tenho medo de a segurança não ser boa o suficiente para barrar armas. Morro de medo disso. Ele disse que as garotas estavam brigando de puxão de cabelo e que era para a amiga ir lá ver. Impressionante como todo mundo gosta de ver briga entre mulheres. — Mas e os caras brigando? — eu perguntei. — Estão todos drogados. Vem com a gente ver. — ele segurou a minha mão e eu acabei indo com eles. Quando chegamos do outro lado, tinha muita gente ao redor da briga e pelo visto ninguém estava tentando separar. Eu fui atrás do segurança para alertar sobre aquilo. Fiquei bem preocupada. Ele voltou comigo pelo outro lado e então eu vi o Otávio praticamente desmaiado, quase caindo do banco. Arg! Eu finjo que não vi?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR