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1020 Palavras
Três dias depois Cecília Gonçalves Coloco as sacolas de feira em cima da bancada do bar suspirando e depois faço um coque no meu cabelo sentindo a minha testa suada, e faço careta. Vejo a minha mãe vir até mim e começar a mexer nas sacolas. — Humm, trouxe morango, vou preparar aquelas trufas que você gosta Trufas, minha boca até saliva, e sem dúvidas a minha mãe faz a melhor trufa de morango da vida, era uma delícia. — Vou levar lá pra cima e tomar um banho — vejo ela assentir sorrindo e então levantar a portinha e eu passo por ela subindo as escadas Deixo as sacolas na bancada da cozinha e vou tirando as frutas e verduras, lavo elas antes de guardar na geladeira, decido dar uma geral na casa, abro todas as janelas e apago as luzes, vou até a televisão e coloco a minha playlist e então começo a arrumar a casa. — Eu tô sendo solteiro forçado, uuuuuu, eu tô beijando sem querer ser beijado, uuuuu — continuo cantando enquanto varria o quarto da minha mãe [...] Depois de um tempo me sento no sofá suspirando fundo e totalmente exausta, mas graças a deus de banho tomado, e nesse calor que estava eu usava um shortinho solto e uma blusa masculina, que com toda certeza era bem confortável. Olho para o meu celular que estava tocando e franzo o cenho. "Número desconhecido" Deixo ele tocar, mas não demora para ele voltar a tocar novamente. Bufo pegando ele e atendo. Ligação on — Quem é ? — Desce aqui no bar Cecília — Escuto aquela voz rouca que me fez arrepiar mesmo sendo por ligação — Zeus ? — escuto a risada baixa do outro lado da linha — Reconheceu a minha voz — ele ri de leve e eu dou risada junto — Vai descer ? — ele me pergunta novamente e eu dou um sorriso passando a mão no rosto — Espera aí, já estou descendo — falo e finalizo a ligação Ligação off Me levanto do sofá correndo e vou para o meu quarto e coloco um short rápido, me olho no espelho do meu quarto, saio pegando meu celular no sofá e vou até as escadas descendo. Abro a porta e já paro os meus olhos no Zeus sentado em uma das mesas lá fora. Mordo a minha bochecha por dentro para não sorrir e eu passo por de baixo da portinha indo até ele vendo ele me olhar sorrindo. — Oi — falo me sentando e ele sorri — Como você está ? — ele apoia os braços cruzados na mesa me olhando fazendo eu sorrir de leve — Eu tô bem e você ? — Tô bem também — ele continua me olhando e isso faz eu desviar os olhos sentindo o meu rosto quente — Eu quero te convidar pra sair comigo, até o morro do meu pai, a maré, ele vai fazer um pagode lá na casa dele, e eu quero que você vá Abro a boca surpresa e logo fecho ela. — Se quiser pode chamar aquela sua amiga a.... — A Heloísa — sorriu de leve e ele concorda — Isso Suspiro pensando, não custa nada, né ? — Se você tiver alguma coisa marcada tá tranquilo, a gente marca pra outro dia, e outra coisa — Não eu quero — vejo ele sorrir me olhando e eu desvio o meu olhar daqueles olhos onix — Já falei pra parar de me olhar assim — escuto ele rir e eu olho pra dentro do bar vendo a minha mãe olhar para a gente sorrindo — Nem dá pô — reviro os olhos voltando a olhar pra ele que sorri pra mim — Aliás como você conseguiu o meu número ? — Eu tenho os meus meios — ele sorri de lado fazendo eu sorrir junto Me assusto quando escuto o barulho de fogos explodindo no céu e alguns barulhos de tiros no começo do morro, olho para o Zeus assustada que já me olhava, vejo as pessoas que estavam nas mesas de fora do bar correrem para as suas casas. — Entra, entra — ele fala enquanto eu entrava no bar e via aquele tio dele chegar nele dando uma arma bem grande pra ele, ajudo a minha mãe a abaixar as portas e o Zeus vem até mim rápido e me dá um beijo na testa e eu suspiro sentindo o meu coração acelerar Medo, era tudo o que eu estava sentindo naquele momento. — Toma cuidado — falo baixo e vejo ele me olhar abrindo a boca e depois fechar sorrindo de leve — Fica tranquila, não chega perto das janelas, depois a gente conversa melhor sobre o pagode tá bom ? — assenti enquanto vi ele abaixar a porta e eu escuto os passos dele se distanciando — Quem que é os vermes que vão invadir um lugar em plena 14h da tarde ? Sabendo muito bem que tem crianças brincando na rua, pessoas trabalhando — minha mãe bufa se sentando em uma das cadeiras e eu me sento na sua frente suspirando fraco e vejo ela me olhar — Sobre o que vocês estavam falando ? — dou risada passando a mão no rosto — Sobre nada mãe — ela cerra os olhos e eu dou risada — Ele me chamou pra sair, não é um encontro eu acho, ele me chamou pra ir em um pagode na maré, lembra que eu te falei que o pai dele era dono de lá ? — eu tinha contado pra minha mãe da conversa que tive com o escorpião na frente do abrigo — Sei sim — Então, ele me chamou pra ir lá, e convidou a Heloísa também — Você nem me falou nada sobre o baile, você viu ele lá ? — ela pergunta animada e eu dou risada Eu sempre contava tudo para a minha mãe, contei sobre o meu primeiro beijo com o Heitor, a minha primeira vez, a minha primeira paixonite de adolescência e por aí vai.
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