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828 Palavras
Heitor Lins Eu já havia percebido que ela estava bem agitada assim que ela tinha chegado ali, sabe. Eu estava com o meu pai e meu tio e mais alguns vapores na arquibancada. E eu não poderia deixar ela agitada daquela forma e sozinha, ela era a minha menina e eu iria cuidar dela sempre. Eu percebi que ela estava tremendo, batendo os pés e meio agoniada também. Eu confesso que fiquei surpreso pra c*****o em ver ela fumando, a minha menina tinha crescido porra... Pego na mão dela novamente e aperto de leve e coloco a palma da mão dela pra cima vendo ela tremer de leve, então eu vejo a tatuagem, com o símbolo do infinito e os nossos nomes, era tão linda, tão delicada, e em baixo do símbolo do infinito estava a nossa frase "Não importa o que aconteça nós nunca iremos nos separar" Suspiro baixo e subo o meu olhar para a palma da sua mão vendo a marca um pouco funda das suas unhas, aperto de leve com o meu polegar no meio da mão dela massageando de leve aquelas marcas até elas sumirem por completo. Subo para o seu pulso em cima da tatuagem e massageio de leve vendo ela se arrepiar fazendo eu dar um sorriso de leve. — Muito bonita sua tatuagem, Heitor é seu namorado ? — dou um sorriso de leve e levanto a minha cabeça olhando pra ela que ergue a sobrancelha me olhando enquanto eu subo a minha mão para o seu antebraço passando a mão levemente ali sentindo ela se arrepiar e me olhar com aqueles olhos azuis, fazendo eu sorrir de leve — Não, ele....não é meu namorado, ele é uma pessoa importante pra mim, era — suspiro fraco como assim "era" — Sinto muito — falei olhando pra ela — O que ? — perguntou sem entender — Você falou era — falei baixo e escutei ela dar risada — Não, ele não morreu, ele...ele foi embora, ele morava aqui mas foi embora — falou e eu abaixei a minha cabeça novamente massageando a sobra do seu braço de leve enquanto apertava a mão dela com a minha outra mão de leve, fico assim por alguns minutos e olho pra ela que já estava me olhando — Obrigada, eu... — Não precisa me falar nada, apenas tente se acalmar — falei percebendo que ela já não batia mais os pés, mas ainda tremia um pouco — Tá melhor ? — ela assentiu de leve e eu subo a minha mão até a nuca dela sentindo o cabelo dela passar sobre as minhas mãos e ela se arrepiar e jogar a cabeça para trás provavelmente sentindo cócegas, dou risada de leve e ela ri baixo fechando os olhos Ela volta a cabeça para a frente sorrindo bem de leve ainda com os olhos fechados, massageio a sua nuca de leve sentindo ela tombar a cabeça para o lado deitando ela no meu peito, o que fez eu suspirar e parar por um segundo a massagem na sua nuca, mas logo volto puxando ela mais para mim com a outra mão a abraçando pela cintura. — Obrigada Zeus — escutei a voz dela meio embargada e suspiro apoiando a minha bochecha na sua cabeça sentindo o cheiro dela fazendo eu sorrir, sentindo o cheiro do seu cabelo E ainda tinha o mesmo cheiro de morangos, e como eu estava com saudades desse cheiro, desse abraço, desses cabelos. — De nada Cecília... Não sei quanto tempo nós ficamos ali, abraçados enquanto eu massageava sua nuca e mexia nos seus cabelos de leve, ela já não estava mais tremendo, estava calma, com a respiração lenta e de olhos fechados, com os braços dela em volta da minha cintura. As vezes ela abria os olhos e ficava olhando para o chão. Depois de um bom tempo ela lembrou de que tinha ir pra casa, e ainda por cima insistiu em ir pra casa sozinha, vê se pode uma coisa dessa ? — Obrigada novamente Zeus, eu não sei nem como te agradecer — ela me entrega o capacete enquanto falava — Eu já falei que não precisa me agradecer Cecília — dou um sorriso a olhando e ela sorri de lado — Mas dá mesma forma, obrigado Ficamos nos olhando por alguns segundos que viraram alguns minutos. E como eu queria beijar ela.... — Bom eu...Vou entrar, a minha mãe deve estar me esperando — ela falou andando para trás até bater no portão e se assustar fazendo eu dar risada e suas bochechas ficarem vermelhas — Boa noite Cecília — falei ainda olhando pra ela e vejo suas bochechas ficarem ainda mais vermelhas — Boa noite Zeus — sorriu de leve se virando enquanto colocava a chave na fechadura e abria o portão já entrando fazendo eu dar uma risada de leve Você ainda vai me levar a loucura Cecília.... Você é a minha maior perdição...
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