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879 Palavras
Cecília Gonçalves — Mãe essas cestas irão durar por pelo menos de 3 a 4 meses — Estava bem animada contando sobre as cestas básicas que seriam para o abrigo E eu confesso que fiquei meio intrigada com aquele cara, Zeus, o jeito que ele me olhava e me deixava com vergonha, o choque quando ele pegou na minha mão. Dava para perceber a semelhança entre ele e o escorpião, ele era lindo e tinha os olhos negros, alto e cheio de tatuagens que o deixava ainda mais gato. E pô, eu não era cega também né. — Que Deus abençoe muito esse homem, muitas pessoas dessa comunidade estavam passando fome, essas cestas básicas chegaram em uma ótima hora — minha mãe fala enquanto dava o troco para uma garotinha que estava comprando refrigerante — Brigada dona Lorena — minha mãe sorri para ela — Verdade mãe, pelo menos eles estão ajudando todo mundo, melhorando a condição de vida de geral, o Zeus mesmo havia falado — E eu achei estranho o vulgo dele, Zeus, será que era por causa do deus grego ? — Esse novo dono já tem um lugar exclusivo no céu — minha mãe fala apontando para o céu me olhando e logo entra na cozinha arrumando as coisas e fazendo os pedidos de duas mesas Escuto um barulho de cadeira lá fora e continuo fazendo as contas do caixa sem olhar lá para fora. — Cecília, atende a mesa lá fora pra mim, por favor — olho para ela assentindo e pego o caderninho e a caneta ali do balcão E eu sempre ajudava ela aqui, afinal ela se desdobrava para manter esse lugar, e sempre que dava eu ajudava ela, ou fechava minha loja mais cedo e vinha ajudar ela. Ergo a portinha indo lá pra fora e olho para a mesa e arregalo os olhos de leve. Era o Zeus, escorpião e mais um homem alto que estava sem camisa, ele era todo tatuado igual os dois. Vejo Zeus me olhando com aqueles olhos dele, fazendo eu corar de leve e desviar o olhar me matando por dentro quando tropeço de leve. Chego na mesa e vejo o escorpião olhar um dos cardápios e o outro cara também. — Boa tarde, já sabem o que vão querer? — perguntei olhando para eles e sorrindo de leve vendo o Zeus sorrir pra mim — E aí Cecília, trás dois litrões de Brahma e uma porção de mandioca frita por favor — escorpião sorri pra mim enquanto eu anotava — As cervejas trás agora ou assim que eu trouxer a porção ? — Trás um litrão agora e o outro junto com a porção, por favor Cecília — Zeus fala sorrindo de leve e eu sinto meu rosto esquentar enquanto eu assinto — Tá bom Saio suspirando e r***o o papel colocando ali na bancada e apertando o botão pra minha mãe saber que havia outro pedido ali, vou até a geladeira e pego o litrão e depois os copos e equilibro tudo. — Aqui — coloco os copos na mesa e abro a garrafa com o abridor e pego a mesma para servir — Suave, deixa que eu sirvo — Zeus pega da minha mão levantando e eu concordo tentando olhar para os olhos dele e saindo rápido Ele era lindo, era difícil não olhar para ele, para aqueles olhos onix que pareciam que estavam vendo a minha alma, e aquele olhar era tão....familiar. [...] Depois de uns dez minutos eu levei a porção e a cerveja para eles sentindo Zeus me olhar o tempo todo, enquanto o escorpião e o outro cara conversavam, descobri que o nome do outro cara era Th pelo escorpião ter chamado ele. — Está tudo bem ? — minha mãe pergunta atrás de mim enquanto eu anotava algumas coisas — Está sim, por que ? — Você está estranha — ela fala rindo e eu dou risada junto, volto a anotar e vejo ela olhar para a mesa de fora por alguns minutos, olho para ela e depois para a mesa e vejo Zeus desviar o olhar — Conhece ele ? — Não, eu acho que não — Ela fala baixo e vai para o caixa — Ele que é o novo dono — falei baixo enquanto ia para o lado dela vendo ela me olhar assustada — Lorena o que foi ? Está toda agoniada aí, está passando m*l ? — perguntei e ela n**a várias vezes com a cabeça — Nada menina, eu apenas achei estranho ele ser o dono do morro, tem cara de ter a sua idade — isso era verdade, ele tinha cara de ter pelo menos uns 23 anos — Verdade — dou de ombros — Vai precisar de mim ainda ? Tô morrendo de sono, queria tirar um cochilo — falei e ela me olha sorrindo — Pode ir meu amor, eu dou conta agora, obrigado — Ela me dá um beijo na testa e volta para a cozinha e eu franzo a testa sem entender É cada uma viu. Abri a porta que dava para as escadas de casa e subo eles, vou direto para o meu quarto, pego uma roupa, tomo um banho e me jogo na cama.
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