capítulo 19

652 Palavras
Heitor Lins — Fica tranquila, vai ter cestas para todo mundo, não vai faltar cesta para ninguém, eu quero ajudar aquele lugar também pô — vejo ela me olhar por alguns segundos e eu vejo suas bochechas ficarem mais vermelhas e então ela dá um sorriso de leve E p***a eu fico fraco. — Muito obrigado de verdade, você está ajudando muito com essas cestas — ela arregala os olhos de leve enquanto olha para meninos colocando as cestas na caminhonete do morte e depois para as pessoas da fila e ela sorri novamente — Que isso pô, eu só quero ajudar essa quebrada, sabia que aqui a maioria não tinha condições boas de vida, José não se importava com nada, então só quero dar uma condição melhor para todos vocês — falei e vejo ela sorrir ainda com as bochechas vermelhas, talvez por eu não conseguir desviar os olhos dela E ela estava tão perfeita. — Zeus, satisfação — falei sorrindo de lado e estendo a minha mão ainda olhando pra ela que fica mais vermelha, ela olha alguns segundos para a minha mão antes de pegar a mesma e aperta me olhando Porra Cecília, assim tu me mata.... Ela continua com a mesma mão suave e gelada de sempre, sinto um arrepio na minha nuca e eu soltei um suspiro de leve sentindo ela soltar a minha mão. — Cecília, mas...você já sabe, por que você me chamou pelo nome antes então... — ela fala meio baixo as últimas partes e eu dei uma risada baixa vendo o MT parar ao lado dela — Já está tudo lá, eu levo tu no abrigo pô, já aproveito e ajudo a descarregar os negócios — ele fala olhando pra ela que assente e ele olha pra mim e faz toque comigo — Firmeza ? — Aham, depois você vem pegar a sua, vou deixar separada — vejo ele sorrir e a Cecília também — E se também precisar de alguma coisa é só me dar um toque Cecília — falo olhando para ele que assente — Tá bom — ela fala baixo e envergonhada fazendo eu dar uma risada baixa, quando ela dá as costas e eu para o lado vejo o MT, meu pai e o meu tio me olhando de canto e rindo baixo, meu tio pega uma flecha imaginária e um arco e finge que atira em mim fazendo um coração em seguida e eu mostro o dedo pra ele que ri Olho para a caminhonete de novo e vejo a Cecília entrar no carro e logo sumir dali. E que saudades que eu estava dela, que agora está uma mulher formada e que mulher meus amigos.... [...] Terminamos de entregar as cestas era quase 2h, tinha algumas pessoas que não tinham pegado ainda por estarem trabalhando, mas já estavam todas separadas para assim que ele virem levar. Cheguei em casa e me jogo na cama, eu morava em uma das casas daqui, não era grande mas como só morava eu, estava tranquilo, tinha sala, cozinha estilo americano, banheiro no corredor, meu quarto com banheiro, lavanderia e quintal. E pra mim estava ótimo só aquilo ali. Soltei um suspiro colocando as mãos atrás da cabeça e me lembrei do sorriso dela hoje, eu sou tão....apaixonado por aquela mulher. O jeito envergonhado dela me deixa completamente doido, o jeito que ela sorri me desmonta por completo, e isso é desde pivete, o jeito que ela se preocupa com as pessoas me deixa fascinado papo reto, e como essa garota pode ser tão perfeita assim ? Confesso que fiquei um pouco triste por ela não ter me reconhecido, mas também, eu mudei pra c*****o, cresci, me enchi de tatuagens, querendo ou não eu mudei pra c*****o. Mas ela continua do mesmo jeitinho dela sabe... Passei a mão pelo rosto sorrindo. Você ainda vai me enlouquecer Cecília... Você é o meu destino
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