O tempo parecia não passar. Ou talvez estivesse passando rápido demais — rápido demais pra que ela conseguisse entender, reagir, respirar direito. Mariana estava em pé, diante da porta, batendo com força, sem parar. — ABRE ESSA PORTA! — gritou, a voz já rouca. — VOCÊ NÃO VAI ME DEIXAR AQUI! As mãos doíam. Mas ela não parava. — EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ! Mentira. Ela tinha. Mas não ia mostrar. Não pra ele. O silêncio do outro lado durou alguns segundos. E então— Click. A porta se abriu. Ela se virou rápido. Pronta. Tensa. Mas não era ele. Era uma senhora. Baixa. Com roupas simples de empregada. O semblante… completamente fora daquele lugar. Calmo. Quase acolhedor. Ela carregava uma bandeja nas mãos. Comida. Um copo de suco. Mariana franziu a testa, confusa. — Qu

