Dor e culpa

945 Palavras

O quarto parecia menor. Mais sufocante. Como se as paredes estivessem se fechando ao redor dela. Mariana estava sentada na beira da cama, o corpo ainda dolorido, a cabeça pesada, o rosto ardendo onde ele tinha batido. O silêncio daquele lugar não trazia paz… só aumentava o medo. A porta se abriu novamente. Ela nem se virou. Já sabia quem era. — Levanta — disse Viktor, com a voz fria. Ela apertou os dedos no tecido da roupa. — Eu não vou a lugar nenhum com você. O silêncio que veio depois foi curto. E perigoso. Ele entrou no quarto, passos lentos, controlados, até parar na frente dela. — Eu não fiz uma pergunta. Ela levantou o olhar. Cheio de raiva. — Eu não quero jantar com você. Eu quero ir embora. Ele soltou uma risada baixa. Sem humor. — Ir embora? — repetiu, como se

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