No limite

763 Palavras

O quarto parecia menor naquela noite. Ou talvez fosse só a sensação de sufocamento que nunca mais a abandonava. Mariana estava perto da janela, os braços cruzados ao redor do próprio corpo, como se aquilo fosse suficiente para se proteger. O silêncio da mansão era enganoso — porque ela já sabia que, em qualquer momento, ele podia entrar. E entrou. A porta se abriu com força, batendo contra a parede. Viktor. O olhar dele estava diferente. Mais escuro. Mais perigoso. E Mariana sentiu na hora. O corpo reagiu antes mesmo da mente. — Eu cansei… — ele começou, a voz baixa, mas carregada de tensão, caminhando lentamente até ela. — Cansei desse seu joguinho. Ela não respondeu. Mas recuou. Um passo. Instintivo. — Você me desafia… me enfrenta… me olha como se eu fosse nada — ele cont

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