Entre o alívio e o medo

854 Palavras

O sol da manhã iluminava o jardim da mansão com uma calma que não combinava em nada com o que existia ali dentro. As flores estavam impecáveis, o gramado perfeitamente aparado, e o silêncio parecia quase artificial — como se aquele lugar fosse uma vitrine bonita tentando esconder algo podre por trás. Mariana estava sentada em uma das cadeiras de ferro branco, o corpo ainda dolorido da queda, mas era o cansaço emocional que mais pesava. Os olhos estavam distantes, fixos em algum ponto qualquer do jardim, enquanto os pensamentos iam e voltavam sem parar. Ela levou a mão, quase sem perceber, até o próprio ventre. Ainda era cedo demais. Pequeno demais. Mas já existia. E isso mudava tudo. — Trouxe um chá pra você — a voz de Valda veio suave, quebrando o silêncio. Mariana ergueu o olhar

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