A madrugada estava silenciosa, com Las Vegas adormecida lá fora. Charlotte virou-se na cama pela terceira vez em meia hora, incomodada. Primeiro foi uma pontada leve. Depois, uma contração mais forte, que a fez prender a respiração. Sentou-se devagar, apoiando as mãos na barriga já pesada. E então, de repente, veio uma dor aguda, tão real quanto um trovão no peito. — Ai... meu Deus… — sussurrou, já sentindo as lágrimas se formarem. — Amor? — Odysseus se ergueu na cama, ainda com a voz rouca de sono. — O que foi? Ela se virou para ele, com os olhos marejados. — Tá... tá começando. Eu acho... Eu... acho que é agora, Ody. Ele ficou de pé em segundos, como se estivesse ouvindo um alarme de guerra. — Como assim agora?! — correu até ela. — Tá com dor? Quantos minutos? Ai, merda, onde tá o

