Momentos de tensão

1717 Palavras
— Você parece até que viu um fantasma. Não me diga que pensou mesmo que seria capaz de tirar a minha vida com apenas aquilo. Não seja boba. Nem que você quisesse teria chance de me ferir de verdade. De toda a forma, fico feliz que te encontrei. Estava sentindo tanto sua falta. Assim que chegou a informação do seu paradeiro, corri até aqui sem pensar duas vezes. Eu estava sentindo muita falta de você. — Timóteo disse com um enorme sorriso. — Feche a porta. Temos muito o que conversar. Não acha, querida? — Não vou fechar nada. E muito menos tenho algo para conversar com alguém como você. Você deveria estar morto. Era um bem que fazia para humanidade. Como você entrou aqui? Você não tem direito de invadir essa casa. Achou mesmo que poderia entrar aqui e sair sem ser pego. Você é mais burro que eu pensei. Se eu gritar. Em questão de minutos, você estará preso. Diferente de onde morávamos, esse lugar tem muita segurança. — Respondi irritada. Diferente das outras vezes, onde Timóteo esperava que eu tivesse sozinha para me atacar, dessa vez, eu estava em um lugar protegido. — Sério? E acha que consegui entrar aqui como? É lógico que alguém me deixou entrar. Como sempre sendo inocente. Eu entrei pela porta da frente. A mesma pessoa que me ligou dizendo que você estava aqui, abriu a porta e me disse em qual quarto deveria esperar por você. — Timóteo não parecia está blefando, alguém realmente havia dito que eu estava aqui, mas com qual objetivo? Quem? Não posso cair na dele. Mesmo que tenha alguém passando as minhas informações, não são todos. Se eu pedir ajuda alguém deve aparecer. — Então vamos fazer uma aposta. Se eu gritar, ninguém aparecer, eu irei te acompanhar. Mas se o contrário aparece e esse lugar ficar cheio de gente, você terá que se entregar a polícia, por tentativa de estupro e invasão de domicílio. Que tal? — Mesmo que os donos da casa não viessem, por estarem apoiando Timóteo, ainda assim, algum funcionário desavisado apareceria. Afinal, ninguém ia imaginar que alguém da casa estaria permitindo invasores. — Sério mesmo? Tenta. Assim que eu ouvir um grito seu. Eu atiro bem do meio da cabeça dela. Será que você suportará ser culpada da morte de alguém? Não, né? Afinal, você é uma boa pessoa. Gosto disso em você, mas logo adianto, sou bem diferente. Matar mais um não fará diferença. — Timóteo se aproximou de mim devagar, enquanto apontava a arma para cabeça de Penélope. Timóteo era capaz de qualquer coisa. E como não sei quem está o apoiando, pode ser perigoso arriscar a vida de Penélope. — O que você quer de mim? Tenho certeza que não veio até aqui apenas para matar essa saudade. — Perguntei sendo direta. Deve haver uma razão para esse homem continuar me perseguindo. — Olha, quando soube que estava aqui na capital, nessa mansão, o meu plano era te pegar sem pensar duas vezes, se fosse preciso, te arrastar pelos cabelos até a minha casa, mas vendo o tamanho desse lugar, acho que não seria r**m pegar um pouco para distribuir com os pobres. Vamos admitir, você assim como eu, está precisando. Se fizer isso os dois vão sair ganhando, não é? Que tal? Te darei duas opções: Se converter na minha mulher sendo obediente às minhas ordens sempre ou me ajudar a roubar essa mansão, assim, ganhando um dinheiro a mais. O que prefere? Ah! Sabe de uma coisa. Não precisa concordar. Afinal, terá que fazer os dois se quiser continuar viva. Afinal, eu e você sabemos que esse lugar não é para você. E ninguém te quer aqui. — Timóteo tinha um sorriso nos lábios, como se soubesse de algo que não sei. Será que tem relação com quem contou onde estou? — Você não me mataria. Eu sei disso. — Timóteo sempre teve uma obsessão por mim. Desde que eu era mais nova. A minha mãe sempre fez de tudo para manter ele longe de mim. E me alertou dos perigos. — Talvez não mataria, mas eu posso acabar me lembrando quem me atacou e tentou me matar enquanto eu dormia e roubou a minha casa. A polícia está investigando, sabia? Se eu der o seu nome, irei facilitar muito a vida deles. — Timóteo ficou de frente para mim, com um sorriso vitorioso. — Isso é mentira. Eu apenas me defendi. Você sabe que não roubei nada. Como se tivesse alguma coisa para roubar de um pobre lascado como você. Eu apenas reagi ao seu assédio. Posso ser inocente, mas não sou burra. E o que você fez foi um crime também. — Respondi confiante, mas não muito, não tinha como provar nada. Era um blefe. — Sério? Acha que alguém vai acreditar em uma v***a como você? Se pegar o seu histórico. Saber quem é a sua irmã. Quem foi seu pai. Facilmente vão acreditar que você estava tentando me roubar. Além disso, eu denunciei que fui atacado, você não. Não há nada que possa te ajudar agora. Não há escolha, Eduarda. Você não pode fugir de mim. — Timóteo segurou o meu pulso com força, enquanto me empurrava até a parede. — Eduarda? É o Rennê. Está acontecendo alguma coisa? Ouvi uns barulhos estranho. Precisa de ajuda? — Rennê bateu na porta, assustado Timóteo que deu um passo para trás, enquanto isso Penélope me olhou desesperada. — Calada! Se abrir a boca. Morre você e ela. — Timóteo ameaçou apontando a arma para minha cabeça. — Eduarda? O que está acontecendo? — Rennê insistia sem parar. Timóteo tinha os olhos focados na porta preocupado.que ela se abrisse a qualquer minuto. Aproveitando o seu pequeno momento de distração, chutei bem no meio das suas pernas, por insistindo, ele soltou a arma, colocando a mão nas suas partes íntimas enquanto gemia de dor. Não esperei ele se recuperar, fui na mesma hora pegar a arma que estava no chão, mas inesperadamente, Timóteo ignorou a dor que sentia, apertando a minha mão, tentando me fazer soltar a arma. — Seu Rennê! Precisamos de ajuda! Alguém invadiu a casa e está ameaçando Eduarda. Por favor, nos ajude. — Penélope gritou abrindo a porta para que ele entrasse. Enquanto isso, eu brigava para não perder a arma, mas era óbvio que Timóteo tinha muito mais força que eu. — Penélope, chame a polícia e os seguranças do condomínio. — Rennê orientou a funcionaria, que desceu correndo as escadas. Tudo pareceu acontecer em câmera lenta. Pude ver Penélope sair do quarto correndo, enquanto Rennê se aproximava de nós lentamente. De uma hora para outra, ouvi o disparo da arma e um solavanco, que me fez cair no chão. — Merda! — Timóteo gritou segurando a arma. Passei os olhos em mim, procurando onde tinha sido o tiro, mas não encontrei nada, meus olhos seguiram em direção dos de Timóteo, que olhava desesperado para Rennê. Havia sangue escorrendo por seu braço, se enquanto ele tentava estacar segurando. — Meu Deus! — Me levantei rapidamente indo na direção de Rennê. — Precisamos levar você ao hospital agora. — Cara, foi m*l. Não era minha intenção. Vim apenas buscar a minha noiva que havia desaparecido. Não pensei que as coisas chegariam a esse ponto. — Timoteo estava nervoso. Era lógico que a pessoa que deixou ele entrar, não iria permitir que Rennê se machucasse. — Não sou sua noiva. Você está me perseguindo, tentou me estuprar e me ameaçou para te ajudar a roubar essa casa. Eu não tenho nenhuma ligação com você. Não faço ideia de como ou quem ajudou ele a entrar, mas pode ter certeza, que esse homem é a última pessoa que quero encontrar na minha vida. — Respondi vendo Rennê ficando cada vez mais pálido, mas não podia deixar que Timóteo conseguisse virar as pessoas contra mim. — Segurança! É ele. Ele é o invasor. Prendam ele. Esse homem ameaçou Eduarda e a mim. Também tinha planos de roubar essa casa. — Penélope surgiu com alguns homens, apontando agora Timóteo. — Merda. Me disseram que não ia ter ninguém em casa. — Timóteo gritou antes de correr em direção da janela e pular, na tentava de escapar dos seguranças. — Vão atrás dele. Esse homem não pode escapar. — Rennê disse com uma voz fraca. — Sim, senhor. — Os seguranças concordaram, antes de descer as escadas. Pude ouvir de longe os seus passos apressados na madeira da escada. — Penélope, onde está Joana, Gustavo ou Tâmara? — Como não havia ninguém em casa? Joana estava preparando um almoço, eu havia visto Tâmara e Gustavo juntos momentos atrás. O que está acontecendo aqui? Coloquei um dos braços de Rennê nos meus ombros, para apoiar ele, que parecia está prestes a desmaiar. Eu não conseguia estancar o sangue. — Não faço ideia, mas é verdade. Por alguma razão, Joana cancelou o almoço de última hora. Dentro da casa, só está o seu Fernando, o senhor Rennê e você. Todos os outros saíram. — Penélope me respondeu preocupada, vendo o estado de Rennê. — Ligue para emergência. Precisamos levar ele com urgência ao hospital. — Gritei enquanto colocava Rennê sentado no sofá e tentava apertar ainda mais o local que não parava de sair sangue. Quando finalmente a emergência chegou, alguns minutos depois, Rennê já estava inconsciente. Fui acompanhando ele dentro da ambulância, os médicos deram várias medicações no trajeto ao hospital, fizeram até mesmo transfusão de sangue, mas eu sabia sem que disessem nada que algo estava errado. — Preparem a sala de cirurgia. Temos que subir com ele agora mesmo. — O médico gritou já nos hospitais. Dois minutos depois de ler a ficha que o resgate havia preparado. Sentei na cadeira segurando uma ficha, não sabia responder sequer o sobrenome de Rennê. Fiquei esperando por Penélope que estava vindo de Uber para fazer isso. — Alguma notícia do senhor Rennê? — Penélope perguntou assim que chegou, entreguei na mesma hora a ficha. — Não. Eles disseram que Rennê ainda está em cirurgia. Seu estado era grave. Teremos que esperar por notícias. — Expliquei olhando para a sala de emergência, enquanto orava para que nada acontecesse com aquele homem se algo acontecesse com ele.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR