CAPÍTULO 17

983 Palavras
******LETÍCIA******** Esse policial não sabe com quem está mexendo. Quem pensa que é para me ameaçar que vai me procurar até no inferno! Por muito pouco eu já matei, e não é só porque é merda de um policial, que ele vai usar essa porcaria de autoridade para falar comigo. Visualizei a mensagem mas não ia responder nada, guardei o celular e estava tão exausta que acabei adormecendo. No dia seguinte, realizei meus cuidados pessoais, tomo banho e depois desço para desfrutar do café que nossa funcionária preparou. Rian ainda estava tomando café quando me sentei e comecei a me servir. Rian: Que cara horrível e essa? Letícia: A única que tenho. E não comece a me irritar logo cedo. O que você está fazendo aqui em vez de estar na boca? Rian: Não foi você quem me expulsou ontem e disse que estava no comando do morro? Letícia: Hoje não estou com cabeça para isso. Não vou para a boca, vai você. Tem alguma notícia dos nossos pais ? Rian: Só que eles estão aproveitando a lua de mel bem longe de nós. Eles não suportavam mais nossas brigas e nem ligam se a gente se matar aqui. Letícia: Engraçadinho, né, Rian? Rian: Sem zoeira, o senhor Lobão informou que todos estão bem e, quanto à data de retorno, não há previsão, se é que haverá. Letícia: Por um lado, desejo que o retorno demore, pois quero encontrar a pessoa que os ameaçou. Se nosso pai souber, ele não permitirá que eu a mate; na verdade, será ele quem estará interessado em fazer isso. Rian: Cuidado com o que você faz, garota. Você sabe que um dia pode ser descoberta, e se o Lobão souber que você é uma assassina misteriosa, ele não vai pensar duas vezes em te dar uma surra. Letícia: Eu não mato pessoas inocentes, sei me cuidar garoto. E se você abrir essa boca, vou fechá-la para sempre. Rian: Nossa, que medo. Se liga, na sua caminhada piralha. Ele se levanta, e eu coloco o pé na frente dele, fazendo-o tropeçar e cair. Ele me olha com raiva do chão, enquanto eu passo por ele. Letícia: E você também, se liga na sua caminhada, maninho. Peguei um cigarro em cima da mesa e fui para a sacada fumar, foi quando minha prima chegou e se sentou ao meu lado. Lívia: Faz tempo que não saímos para fazer umas travessuras como antes, né? Soltei a fumaça no ar e voltei meu olhar para ela. Letícia: Muita coisa mudou, Lívia. Antes, meu foco era controlar o morro e levar uma vida repleta de loucuras, fazendo besteiras para chamar a atenção do meu pai e provar que era capaz. Hoje, minhas prioridades são diferentes. Lívia: Mesmo assim, sinto falta das nossas aventuras desde o dia da boate. Nós não temos mais aqueles momentos de fuga do morro, e agora, com seus pais viajando e os meus trabalhando mais na boate aqui do morro, poderíamos aproveitar para sair um dia. Letícia: Desde aquele dia em que quase aconteceu algo r**m com você por minha causa, percebi que cometi um erro ao te levar lá. Se algo tivesse acontecido, eu não iria me perdoar por causa de uma loucura minha. Lívia: Eu entendo, mas não se culpada. Me conta como você e o Daniel estão. Ele não está mais te cercando? Letícia: Após a viagem dos meus pais, o Daniel ficou receoso de me procurar, consciente de que eu estaria no comando e teria liberdade para agir como quisesse. Acredito que ele teme que eu possa reagir de maneira negativa caso ele insista em me cercar ou me irritar. Lívia: É claro que você não teria coragem de fazer algo com ele, certo? Letícia: Você é muito ingênua. Lívia, não pode ficar nesse seu mundinho pra sempre; tem que saber que, onde nós vivemos, o morro é cheio de gente maldosa que não merece viver. Lívia: você às vezes me dá medo lê. Um dia, você ainda vai se apaixonar e vai mudar sua atitude. Letícia: não existe homem neste mundo que consiga me moldar. Ela saiu e me deixou sozinha na sacada, onde fiquei admirando a paisagem do morro. As horas passaram e eu entrei para dentro, lembrando que o policial disse que, se eu não fosse, ele viria me procurar. Mesmo não querendo, eu teria que ir, porque se ele começasse a saber da minha vida, eu estaria fudida. Após tomar um banho e me arrumar, vesti uma roupa completamente preta, incluindo jaqueta e botas. Coloquei uma faca dentro da bota, pois não pretendia sair sem segurança. Peguei a chave da minha moto e meu capacete, e então deixei o morro. Cheguei ao local combinado e percebi que ele já estava se preparando para ir embora. Desci da moto e ele veio ao meu encontro. Letícia: Eu tinha que vir falar na sua cara de p*u que nenhum homem me manda nessa p***a. E da próxima vez que você me mandar uma mensagem me ameaçando, que vai me procurar até mesmo no inferno eu juro que... Caio: O que você vai fazer, feiticeira? Vai me lançar mais alguma praga e me fazer rastejar aos seus pés, implorando por um beijo seu? Esse policial está completamente maluco. Letícia: Você está sob a influência de álcool ou drogas, não é possível. Que p***a de feiticeira, cara! Você precisa se internar, está louco! E como ainda acha que tem moral pra prender alguém? Ele se aproximou de mim e me envolveu pela cintura, fazendo com que meu corpo se colidisse com o dele. Caio: Estou me sentindo louco, como se estivesse sob o efeito de alguma bruxaria feita por você. Faço qualquer coisa que você quiser, só me diga como posso conseguir mais um beijo seu. Não sei o que estava acontecendo entre esse policial e eu, mas liguei o f**a-se e o beijei.
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