CAPÍTULO 16

1085 Palavras
******CAIO***** Eu me sinto perdido , ferrado e apaixonado por uma mulher que ainda não conheço. Ela me encantou de uma forma inexplicável; com certeza, deve ser uma bruxa, pois nunca experimentei um sentimento assim por ninguém. Que desgraça! Após aquele beijo, estou ainda mais fascinado por aquela garota que possui a inocência de uma menina, mas a atitude de uma mulher. Estava tão perdido nos meus pensamentos sobre a mensagem que enviei para ela que notei que ela a visualizou, mas não respondeu. Acabei sorrindo de mim mesmo, pois me sinto como um adolescente apaixonado. Sei que conquistar aquela rebelde será um desafio, mas não é impossível. Bruno: Posso saber qual é desse sorriso, policial Caio? Estava tão imerso nos meus pensamentos, sonhando com aquela feiticeira que nem percebi a chegada do Bruno, meu colega de trabalho. Caio: Cara, nem te vi chegando. Bruno: Notei por causa desse sorriso bobo no rosto. Aposto que tem a ver com alguma mulher. Quem é a sortuda do momento que te deixou tão animado? Não me diga que é a Juliana de novo e que vocês se entenderam desta vez. Caio: Você está louco! A Juliana é linda e atraente, mas com ela não há mais nada. O que aconteceu entre nós foi um erro. Ela não aceita que não tenho mais interesse e detesto mulheres que não se valorizam, que ficam correndo atrás de um homem que não quer nada com elas. A Juliana está assim. Já deixei claro que não quero mais saber dela, mas ela não entende, fica insistindo e acaba prejudicando nosso trabalho. Bruno: Eu notei os olhares dela para você e tenho certeza de que ela não vai desistir facilmente. Por isso, eu decidi me agarrar à minha branquinha e não a trocaria por nada. Mas se não e por ela, quem seria a sortuda que faria você sorrir desse jeito? Caio: Para ser sincero, nem eu mesmo conheço bem quem ela é. Apenas sei o nome dela por causa do cartão que ela deixou comigo. Fora isso, não tenho informações, o que é curioso, pois ela não possui nada nas redes sociais; parece até que não existe. Bruno: Que mulher misteriosa é essa, Caio, que te deixou tão encantado? Caio: Estou começando a achar que ela é uma feiticeira; isso explicaria o que estou sentindo por ela. A beijei ontem e foi como se eu fosse um adolescente, desejando mais daquele beijo. Bruno: Cara, você está se apaixonando por uma garota que nem conhece. E se ela não quiser nada com você ou já tiver namorado? Caio: Namorado. Eu me levantei, pensativo, lembrando do cara que a tirou da cadeia no dia em que a prendi por causa da corrida de carro. Caio: Eu realmente espero que não, porque não quero perder essa rebelde. Ela vai ser minha, e não vou descansar até conquistá-la. Bruno: Você está obcecado por ela. Mas, mudando de assunto, conseguiu alguma notícia sobre quem matou o bêbado que foi encontrado morto em frente à praia? Caio: Não, ninguém viu nada. Ele era um bêbado da região e, segundo relatos, não fazia m*l a ninguém. A carta manchada de sangue que encontramos junto ao corpo não nos forneceu nenhuma pista. Bruno: Nunca presenciamos algo semelhante na região. Uma morte tão estranha, com o corpo apresentando um corte no coração e uma carta, é algo que só poderia ser atribuído a um psicopata. Somente uma pessoa com problemas mentais poderia cometer uma atrocidade dessa natureza. Caio: Vamos prosseguir com a investigação, mas estou sem ideias sobre onde buscar mais informações. Já verifiquei se havia câmeras de segurança na área, mas não encontrei nada. Temos um assassino em série à solta na cidade, e mais cedo ou mais tarde, ele deixará algum rastro, alguma pista que nos conduza até ele. No dia em que isso acontecer, terei o prazer de colocá-lo atrás das grades para que nunca mais saia. Bruno: Vou realizar uma ronda durante a noite naquela região para verificar se alguém testemunhou algo antes da morte ocorrida. O que alguém poderia querer com uma pessoa em estado de embriaguez, já que não havia nada de valor a ser roubado. Caio: Estamos lidando com um assassino circulando pelas ruas da cidade. Bruno: Ou talvez uma assassina. Já pensou nisso? Caio: Que conversa é essa, Bruno? É difícil acreditar que uma mulher seria capaz de fazer o que foi feito com aquele corpo. As mulheres são, em sua essência, mais sensíveis. Imaginar que uma delas poderia cometer um ato tão brutal é algo que me parece inconcebível. Bruno: É uma loucura, que passou pela minha cabeça. Você tem razão, jamais uma mulher ia fazer essa crueldade. Vou começar a minha ronda naquele bairro onde houve a denúncia da corrida de carros. Você vem comigo? Caio: Preciso realizar algumas pendências antes, mas nos encontraremos lá depois. Bruno se levanta e sai. Eu olho novamente para meu celular, mas não recebo resposta da garota rebelde. Será que ela vai aparecer? Estava em dúvida se devia ir ou não, mas decidi ir até o local previamente combinado. Peguei a chave do meu veículo e segui em direção ao local onde a encontraria. Após alguns minutos, cheguei a um lugar deserto, sem movimentação. Não compreendo por que essa garota estava passando por aqui naquele dia. O que ela estaria planejando? Quem é ela? Parece tão misteriosa, mas, ao mesmo tempo, esse mistério me fascina. Olhei para o relógio e ainda não havia sinal dela. Caio: Será que o Bruno estava certo? Ela tem namorado e, por isso, não apareceu. Aquele beijo que ela me deu não teve o mesmo significado para ela que teve para mim? Como já havia passado do horário combinado e a noite estava escurecendo, decidi que não ia esperar mais. Quando estava entrando no carro, ouvi o barulho de uma moto que parou ao meu lado. Era ela, vestida totalmente de preto, o que a tornava ainda mais intrigante. Essa garota rebelde era a minha perdição. Ela retirou o capacete e desceu da moto. Eu fui até ela e fiquei frente a frente. Letícia: Eu tinha que vir falar na sua cara de p*u que nenhum homem me manda nessa p***a. E da próxima vez que você me mandar uma mensagem me ameaçando, que vai me procurar até mesmo no inferno eu juro que... Caio: O que você vai fazer, feiticeira? Vai me lançar mais alguma praga e me fazer rastejar aos seus pés, implorando por um beijo seu?
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