Capítulo 2

942 Palavras
Nikolay Tenho que admitir: já passei por muita coisa. Fiz coisas das quais a maioria dos homens não se orgulharia. Vi coisas, ouvi coisas, experimentei coisas. Corpos quebrados e gritos de dor; metal enferrujado e sangue espalhado. Vi homens grandes implorarem e chorarem enquanto eu pressionava minha arma contra suas cabeças. Mas nunca tinha sido beijado antes. Eu deveria ter parado. Ela só estava fazendo isso para se salvar. Era medo, puro medo, mas também inteligente. E isso me fez hesitar. Isso me fez beijá-la de volta. Talvez ela não esperasse por isso. Soltei o telefone dela, que caiu no chão, e prendi seus pulsos de cada lado da sua cabeça, sentindo seu corpo reagir ao meu. Seus lábios se abriram, sua língua deslizou pela minha, seus dentes roçaram nos meus e, droga, ela tinha um gosto doce. Quase rosnei naquele beijo, até soltar um dos pulsos dela e deslizar minha mão por seu corpo. Ela não tentou me impedir. Desabotoei sua calça jeans, e ela arfou, surpresa, quando enfiei minha mão dentro de sua calcinha. Eu não sabia o que esperar. Mas ela estava lisa e úmida. Isso me deixou meio duro. Sentir sua i********e molhada e meu corpo reagindo como um míssil... droga, ela estava tão molhada. Absolutamente encharcada. Deslizei meus dedos por sua f***a e os empurrei para dentro, arrancando-lhe um gemido de prazer. Mordisquei seu lábio inferior antes de retirar os dedos e começar a acariciar seu c******s em movimentos circulares. Seus quadris começaram a se mover num ritmo constante, como se ela estivesse buscando o clímax. Continuamos nos beijando. Perdi todo o controle da situação. Soltei o outro pulso dela, e ela agarrou meu cabelo. Eu meio que esperava que ela me atacasse, mas isso não aconteceu. Se tivesse acontecido, eu estaria ferrado — não teria como revidar. Em vez disso, seus quadris se moviam, e ela gemia contra minha boca enquanto eu a tocava mais rápido, provocando-a. Minha outra mão agarrou seus cabelos, puxando-os com firmeza. Beijei seu pescoço e sussurrei em seu ouvido: — Você tem ideia do que está fazendo agora? — Não — ela gemeu. — c*****o, eu não deveria fazer isso. — Você quer gozar para mim, princesa? — Deslizei meus dedos profundamente dentro dela, fazendo sua cabeça inclinar para trás. — Você prefere gozar aqui na rua do que morrer, não é? — Continue. Beijei-a novamente e provoquei seu c******s mais rápido, em círculos mais fortes. Ela moveu seus quadris, e eu acompanhei seu ritmo, e logo ela parou de me beijar enquanto gemidos escapavam, suaves e baixos, como se estivesse tentando não soar alto. Seus quadris se moviam cada vez mais rápido contra meus dedos, repetidamente, até que ela gozou, ombros tremendo, costas arqueadas. Eu a beijei enquanto ela gozava, sua língua deslizando em minha boca, e ela continuou gemendo até que finalmente soltou um longo suspiro. Então, me afastei. Lambi meus dedos para limpá-los enquanto ela abotoava a calça. Suas bochechas estavam coradas, e seus lábios, perfeitos, estavam inchados e abertos. Dei um passo para trás, e ela se abaixou para pegar o telefone. — Quem é você, p***a? — ela perguntou, apertando-o contra o peito. — Trabalho para a família Starkov — eu disse, observando-a atentamente, o coração batendo forte, tão alto que m*l conseguia me ouvir falar. Meu p*u duro pressionava contra a calça, como se fosse rasgá-la. — Eles enviaram você para... — Ela hesitou, mordendo os lábios. — Me matar? — Não sei por quê, mas alguém quer você morta. — Então você vai fazer isso? Eu hesitei. Nunca fracassei em eliminar um alvo antes. Essas eram minhas regras. Por elas eu sobrevivi todo esse tempo, cumprindo as ordens dos meus superiores. Eu nunca estraguei nada. Mas eu também nunca havia beijado uma vítima antes. — Não, não vou te matar agora. — Então me deixe ir. — Eu me afastei. Ela passou por mim, prendendo os cabelos. — Eles se parecem com os da minha mãe — disse de repente. — Sua mãe? — É por isso que eu não pareço irlandesa. Ela era italiana. Eu herdei os cabelos dela, a pele, esses traços. — Ela mordeu o lábio novamente. — Você realmente foi enviado para me matar? — Não sei o que você fez, mas deveria deixar esta cidade. Saia daqui e não olhe para trás. Sua expressão mudou. Era como se ela tivesse passado de um animal assustado para uma fera furiosa em um instante. — Eu não vou a lugar nenhum. — Se não quiser acabar morta... — Eu já disse que não vou embora. — Ela me encarou antes de enfiar o telefone no bolso do moletom. — Obrigada por não me matar, mas, por favor, vá embora sozinho. E, com isso, Alina Petrov se virou e foi embora. Eu a observei partir, um sorriso enorme se espalhando no meu rosto. Em toda a minha vida, essa foi, sem dúvida, a coisa mais insana que já fiz. Ela deveria estar morta. Muitos homens e mulheres estiveram na posição dela ao longo dos anos, e todos eles se foram, seus corpos jogados no fundo do rio. Exceto o dela. Tudo por causa daquele beijo. Eu deveria ter empurrado uma faca entre as costelas dela e rasgado até alcançar seu coração. Em vez disso, deixei-a ir embora. Mas a maneira como ela se recusou a deixar a cidade foi... interessante. Algo novo estava acontecendo, algo que eu não sabia explicar. E, é claro, não poderia deixar de descobrir todos os seus segredos. Quem sabe até experimentar novamente aqueles lábios e... aquela boca e aquele corpo que ainda não saíram da minha cabeça.
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