Ana já girava a maçaneta quando sentiu a mão de Miguel em seu braço. Não foi brusco, mas firme o suficiente para fazê-la parar. — Faltou dizer mais uma coisa. — murmurou ele, a voz grave. Ela se virou, o coração acelerado pela intensidade no olhar dele. — O quê agora, Miguel? Ele respirou fundo, como quem se preparava para soltar um peso. — Isabela está grávida. Ana congelou, o peito apertado, mas ele não lhe deu tempo de imaginar o pior. — Mas esse filho nunca foi meu. — continuou, firme. — Eu sei disso. E não quero saber quem é o pai. Quando o bebê nascer, ela vai embora. Para sempre. O choque foi imediato. Ana sentiu a mistura de alívio e incredulidade. — Por que está me dizendo isso? Miguel se aproximou um passo, o tom da voz carregado de uma sinceridade que ela não lembrava

