O salão principal do Summit de Franquias & Food Service estava lotado. Executivos, jornalistas e investidores disputavam cada lugar, enquanto os telões exibiam slogans inspiradores: “O futuro da alimentação está aqui.” O som de conversas em várias línguas se misturava ao tilintar de taças e aos flashes incessantes das câmeras. Miguel Castro, sentado na primeira fila, mantinha a expressão impassível. Para ele, aquilo não passava de mais um compromisso político. Estava ali porque Azevedo Capital era patrocinadora master, e porque seu nome ainda era garantia de credibilidade — mesmo que, por dentro, soubesse que tudo era uma farsa. Não lera a lista de premiados nem de palestrantes. Não tinha tempo, nem paciência para se perder em nomes. Para Miguel, bastava subir ao palco, entregar troféus,

