CAPÍTULO 17 (PARTE I)

2975 Palavras
Louis acordou como se seu corpo estivesse no auge da completa efervescência. De bruços e com o lençol de seda pendendo sobre a curvatura do seu traseiro, ele sentia a pele nua das costas queimando pela luz do sol que vinha de algum ponto do quarto e ameaçava ofuscar seus olhos. Ainda dormente, ele tentou se mexer. Contudo, a ponta fria de dedos alheios caminhando delicadamente pela sua espinha interrompeu-o como um choque inesperado. Os olhos azuis se abriram, e, por reflexo, seu corpo arrepiou-se por completo; o verde intenso na íris em frente a si latejava até que o brilho nos olhos de Harry quase saltasse para fora da órbita. Louis perguntou-se há quanto tempo o gângster estava ali, encarando-o de tal maneira. Sentiu uma pontada de desejo invadir sua pouca sanidade. — Bom dia. — A voz do gângster soou rouca e lenta, deixando claro que ele estava acordado havia pouco tempo.  Louis sentiu cada pelo de seus braços arrepiando-se por debaixo dos travesseiros, além da quentura do rosto suado descendo até suas partes baixas. Ele estava tão e******o que m*l conseguia se mover. Quando Harry tocou os lábios carnudos contra um dos ombros bronzeados do menor, foi como o último fio de cabelo. De um segundo a outro, o Tomlinson estava por cima do gângster, prendendo os braços do mesmo enquanto suas pernas se cruzavam com as dele num perfeito nó. Harry sorriu entre o beijo desesperado que Louis lhe dera logo em seguida. Eram apenas lábios e línguas, puxões de cabelo e toques descendo um pelo corpo do outro, e logo os dois já estavam uma bagunça. Com o lençol caído no chão, Louis ameaçou deixar-lhe um chupão em meio a todos os outros da noite anterior, seguindo a famosa área tortuosa desde a clavícula até os m*****s sensíveis do Styles. Contudo, Harry não deixou que ele continuasse com toda aquela volúpia, invertendo as posições conforme suas mãos prendiam as de Louis, que àquele ponto já estava debaixo de si, arfando e mordendo os lábios com força para não gemer tão alto. Por um momento, o cacheado analisou os olhos azuis que o olhavam sem rumo algum. Louis era lindo. Tão lindo. Harry queria beijá-lo em todos os lugares, tocá-lo em todos os lugares, e assim estava prestes a fazer, apalpando a pele quente e macia do quadril alheio, o mesmo chocando-se contra o seu e, assim, fazendo com que ambos sentissem as respectivas ereções. Estavam completamente nus. Quando Louis segurou o m****o duro e pulsante do Styles em uma das mãos, a que conseguira se livrar do aperto das mãos fortes do gângster, Harry não pôde mais se conter e soltou um gemido forte e gutural contra o pescoço onde antes deixava desde beijos leves até chupões profundos e delirantes para o de olhos azuis. O tronco de Harry foi empurrado até que o resto de seu corpo estivesse por baixo novamente, o que fez Louis dar risada e olhar perversamente para ele, como se tivesse ganhado aquele jogo por controle. — Você pensa que eu não sei mandar, Styles? Dando-se por vencido, Harry esparramou-se sobre a cama com um sorriso sugestivo, como se esperasse por qualquer movimento de Louis, que ele fizesse o que bem quisesse com seu corpo. E então, o menor engatinhou até a ereção do cacheado, dedilhando a região da sua pélvis como que para provocar o maior, depois aproximando a boca inchada pelos anteriores e violentos beijos, até que a mesma estivesse ao redor do m****o pulsante em frente a si. Quando sua língua percorreu o máximo que conseguia pelo longo comprimento, com Harry remexendo-se e segurando-se pelos cabelos de Louis, ouviram o telefone tocar. — Inferno. Louis. Não pare. — Harry praticamente murmurava entre ofegos. Uma de suas mãos voou para fora da cama, apalpando o criado-mudo até que encontrasse o celular tocando. Vendo o nome de Niall piscando simultaneamente na tela, ele sabia que não poderia se dar o prazer de ignorá-lo. Colocou o aparelho no ouvido e lutou para dizer um mínimo alô, o que era praticamente impossível enquanto seu diabinho francês chupava-o rápido e intensamente, com uma de suas mãos apertando a b***a não tão grande do gângster. — Oh meu Deus, eu m*l posso respirar. — Oi? — Niall. Hum. O que houve? — O que houve?! — O loiro gritou do outro lado da linha, desacreditado. Harry apertou os fios alheios contra os próprios dedos trêmulos, incitando Louis a ir mais fundo a ponto de conseguir acolhê-lo por inteiro em sua boca quente e faminta. — Seu merda. Nós estamos aqui embaixo faz vinte minutos, com um assunto importante a tratar. E você sabe do que eu estou falando. Louis cessou os movimentos ritmados por alguns segundos, concentrando-se apenas na glande rosada do Styles, seus dedos descansando sobre a entrada contraída do mesmo, vez ou outra ameaçando penetrá-la. Harry respirou fundo e entreabriu os lábios, prestes a soltar outro gemido quando o barulho de passos no andar inferior foi se tornando cada vez mais audível, e os dedos de Louis cada vez mais perigosos ao que o invadiam pouco a pouco. — Oh, merda, o plano! — Ele gritou mais como um gemido, soltando toda a sua p***a por entre os lábios inchados de Louis, assim que o mesmo tornou a chupá-lo mais rapidamente, deixando que o gângster fodesse sua boca como bem quisesse, além de ter os dedos penetrando-o até que a ponta chegasse e tocasse em cheio a próstata do Styles. — Que p***a é essa, Harry?! — Niall, pelo amor de Deus, apenas espere. Eu já estou descendo. — Eu é que já estou subin... — Não! Niall bufou do outro lado da linha, desconfiado demais. Harry, por outro lado, se espreguiçava na cama com um sorriso tranquilo e de bochechas rosadas pelo orgasmo recente, terminando a ligação para depois encontrar seu diabinho francês já de pé e tão ruborizado quanto ele, com os cabelos lisos bagunçando-se sobre a testa suada. Cada pedaço do seu corpo estava marcado por chupões e hematomas que lhes traziam boas lembranças sobre a noite anterior. Olhando-se no espelho, Louis arregalou os olhos. Quando o Styles surgiu atrás de si, abraçando-o por trás e tentando beijá-lo nos ombros e pescoço, o policial desviou-se dos beijos e encarou assustado o próprio reflexo no espelho. E ali estava o principio de arrependimento escondido por detrás de toda aquela bolha de prazer na qual Harry e Louis viviam durante as últimas horas. *** — Essa é a ilha particular dos Emmett, Oahu. — Niall apontava com a ponta da caneta o mapa contido na tela do computador. Ele ampliou as dimensões e logo a imagem se transformava num perfeito satélite panorâmico. — Aqui nós vemos que a mansão é quase totalmente cercada pela vegetação costeira. O satélite não se aprofunda a muito mais que isso, mas já é o suficiente. Repetindo, a casa é quase totalmente cercada. Há brechas. Todos estavam reunidos no salão principal da mansão em Maui, não ocupando nem mesmo a metade da grande mesa que tomava conta do imenso e robusto espaço. Enquanto Niall discursava atentamente com seus óculos de grau e o inseparável computador, Harry, Louis e Zayn ouviam ansiosos pelas informações que o loiro jogava, uma atrás da outra. — Olha isso. Está lotada de seguranças. É impossível chegar a menos de quinhentos metros da areia sem que sejamos mortos feito quatro idiotas amadores. — Zayn, ainda desanimado com a ideia de invadirem a ilha privada, procurava a todo custo por uma sequer falha na explicação perfeita e detalhada de Niall. O loiro falava tão precisamente que parecia quase convicto quanto ao sucesso da invasão. — Sim, você tem razão. — Harry concordou com um sorriso sugestivo, e, ao mesmo tempo, tão engenhoso a ponto de parecer assustador. — Mas é óbvio que outros dos nossos homens serão enviados para lá. Uma frota especial que irá nos cobrir enquanto invadimos as pequenas brechas sem sermos vistos. — Exatamente. — Niall disse. — Uma frota suicida para distraí-los. Eles vão entrar pelas laterais mais óbvias e cercadas por mais homens, bem como a entrada principal. Então, toda a atenção irá para lá. É óbvio que não será tão fácil assim para nós, que estaremos invadindo a casa enquanto acontece todo o rebuliço. Pelo menos não será impossível. Por um momento, Niall conseguiu desfazer a ruga que se formava na testa do amigo insistente: Zayn refletiu sobre o que o amigo acabara de dizer e deu de ombros, acendendo um de seus cigarros e encarando os próprios dedos conforme tragava a fumaça com impaciência. Louis, que estava mais animado do que nunca com todo aquele turbilhão de informações, não disfarçava o tamborilar dos dedos pelo vidro da mesa. O Malik, notando o quão agitado ele estava, ofereceu-lhe um cigarro sobre o qual o de olhos azuis não pensou duas vezes antes de aceitar. — Para a concretização das ideias, eu sugiro que todos fiquem espalhados por cada canto da casa, depois de invadida. É a mesma regra de sempre, que usamos para qualquer invasão, meio óbvia para que nada dê errado, mas, bem... Eu preciso explicá-la. Ainda mais para o novato. — Ele se referia a Louis, dando ênfase à palavra "novato". William arqueou as sobrancelhas e mordeu o lábio, tentando conter o próprio riso. Afinal de contas, de novato ele não tinha nada. Se o pedissem para atravessar em meia-hora uma mansão cercada por seguranças de ponta a ponta, ele o faria sem problemas. Sem nenhum arranhão. — Zayn e Harry entrarão primeiro; Zayn no andar inferior, Harry no superior. Eu entro para ajudar Harry caso algo dê errado na passagem dele até o segundo andar, que é a mais perigosa. E você, Tomlinson, entra para ajudar Zayn. Tudo o que você precisa fazer se limita a isso, nada a mais e nada a menos. O de olhos azuis não conseguiu conter o desapontamento no olhar. Até porque, aquilo era brochante para um policial do FBI. Além disso, seu objetivo ali seria ver de perto os Emmett mortos e, com os próprios olhos, toda a estratégia da máfia criada por eles. Tal proeza só seria possível caso ele ficasse com Harry, cuidando da parte mais perigosa e crucial, ainda que a mais interessante para quem quisesse de fato se arriscar em ter tudo ou nada. — Curiosidade rápida: esse seria o papel do Liam? — Não, Louis. Liam é maior que isso. — Niall respondeu afiado, rápido como se já esperasse por aquela pergunta. — Pra ser sincero, você estará colocando o plano em desvantagem se deixar Harry sob a cobertura de uma só pessoa. Sejamos um pouco mais profissionais, por favor? — Louis teve de morder a própria língua para não mandá-lo ir se f***r. Aquilo era demais para o seu ego.  — Louis... Você realmente acha que sabe mais que o Niall? — Harry se entrepôs sobre a discussão entre o loiro e o policial. Seus olhos verdes estavam dilatados, e, pelo jeito como a voz rouca soara num tom superior, era melhor que todos recuassem e deixassem tudo conforme o proposto por Niall. Ele encarava o Tomlinson como prioridade, que por sua vez cruzava os braços com o rosto avermelhado e as sobrancelhas arqueadas, prestes a respondê-lo. — Não é para você responder. — Louis, é sua primeira missão. — Zayn disse e Niall concordou. O silêncio prevaleceu. Louis tragou a fumaça provocativo, soltando-a em forma de arcos. Ele deu de ombros e respirou fundo, fingindo-se indiferente ao tom superior que Harry começara a usar com ele a partir de então. Afinal, o de olhos azuis estava m*l acostumado com todos os beijos e olhares flamejantes da noite anterior. Por míseros segundos, temeu que Harry estivesse começando a descartá-lo. — Então eu irei cumprir a merda do plano ao lado de Zayn. Sem problemas! Naquele momento, o olhar que Harry e Louis trocavam se tornou, no mínimo, fatal. Harry unia as sobrancelhas com o quão desafiador e petulante Louis ousava ser, não entendendo por que ele não simplesmente o colocava no lugar, para assim impor o respeito que todo líder criminoso deveria possuir. Enquanto isso, em meio ao clima que ali se formou, Niall e Zayn encaravam-no ansiosos por sua reação, já contando com uma violenta retaliação. — Prossiga, Niall. — Disse simples, deixando todos surpresos com a pacífica quebra de tensão. — É... — Niall engoliu em seco. — Continuando... Temos cerca de quatorze horas para estarmos em Oui. Será mais fácil invadir a casa no escuro da noite, ao mesmo tempo em que a atenção será redobrada. Por isso, ladies, vamos trabalhar. Quatorze horas! *** Desde o meio-dia, estavam Harry, Louis, Zayn e Niall num tatame improvisado aos fundos da mansão paradisíaca. O dia estava quente, proporcionando raios solares que queimavam suas costas conforme treinavam todo tipo de atividade que lhes fosse favorável na invasão aos Emmett: Zayn e Niall lutando boxe com os pés descalços na areia, Louis conferindo armas e montando seu próprio alvo numa árvore de tronco grosso e alto. Harry estava afastado de todos, como de costume nos treinos, escondido atrás das colunas robustas ao redor da casa e com o olhar penetrante nos dois outros gangsteres que lutavam. Ele criava o próprio campo de concentração, de calma e harmonia, ali, quieto e observando. Tanto Niall quanto Zayn estavam cansados, mas o loiro não parecia querer desistir e entregar a vitória de bandeja ao Malik, que sempre ganhava as lutas e vangloriava-se por isso. Vendo isso, Harry se aproximou com cuidado, despercebido, mirando o olhar nas costas nuas de Louis e no quão suadas e cheias de hematomas elas estavam. Seus ombros e bíceps definidos flexionavam-se ao que pegava uma arma de calibre médio e tomava distância para atirar no alvo emadeirado do tronco. Harry e Louis estavam estranhos desde a reunião. Ainda assim, a rixa entre os dois não impediu que o Styles fosse até ele com uma carranca e coisas a serem resolvidas. Antes, ele sorrateiramente queria se mostrar. Pôs-se atrás de Louis e esperou que o mesmo apertasse o gatilho da arma para poder tocá-lo, deslizando os dedos pelo braço menor, extremamente preciso e suave nos movimentos dos dedos, tomando a arma das mãos do Tomlinson e sentindo a respiração do mesmo se descompassar sobre seu peito também nu e queimando pela ardência do sol. — Você precisa tomar mais distância. — Ele envolveu o quadril seminu do policial com uma das mãos, puxando-o com força, até que o Tomlinson estivesse com as costas coladas contra o seu peito. Devolveu a arma nas mãos de Louis e envolveu as suas por cima das dele, roçando o rosto contra os cabelos lisos e desgrenhados pelo suor, enquanto mirava o olhar no alvo. — Isso, Louis. Agora atire. Louis atirou. O estrondo foi alto, e a bala, precisa. Havia atingido com exatidão o ponto central demarcado no tronco, fazendo um sorriso convencido escapar pelos lábios do gângster. Ele não durou muito tempo, contudo. Harry inspirou o cheiro doce vindo dos cabelos alheios, afastou-se e agachou-se até que sua mão alcançasse uma pistola e cartucho, o qual ele encaixou na arma. Tomando o lugar de Louis ante a árvore, Harry se posicionou: — Por que você estourou daquele jeito, na reunião? — Eu preciso responder, Harry? Não, calma... Não é para eu responder o que você me pergunta, certo? — William ralhou, afastando-se para encarar o cacheado, tendo de piscar diversas vezes para não perder a pose superior que desejava exibir. — Não me venha com essa, Tomlinson. Você sabe que não foi pessoal. Qualquer um na minha posição diria o mesmo. — Eu só não esperava que isso viesse de você em direção a mim. — Ele pigarreou, com medo da possível interpretação que sua fala geraria. — Quer dizer, nós somos bons amigos, não somos?  Harry levantou a arma até a altura dos olhos, mirou e acertou a árvore em cheio, depois atirando mais seis vezes consecutivas e certeiras. O barulho da bala, repentino, fez com que Louis pulasse de susto e recuasse por instinto. — Não seja patético, Louis. Nós estamos trabalhando e, casualmente, transamos. Eu devo te tratar como um namorado? — Quê? Eu acabei de dizer que somos amigos. — Outro tiro. Os pelos de Louis se eriçaram imediatamente. — p***a, Harry! Mais do que isso, eu me sinto na posição de exigir um pouco mais de respeito! O sol parecia brilhar ainda mais intensamente acima deles, o que fez com que os olhos verdes de Harry se regredissem a um tom mais claro e azulado quando o mesmo virou-se para encarar o Tomlinson. Ele jogou a arma na areia e puxou o corpo menor contra si num ato rápido e determinado, encarando-o com o típico olhar monstruoso que tanto aterrorizava William — aquele que o fazia lembrar-se de que estava lidando com um assassino. — Eu te respeito imensamente, Louis. Mas estamos lidando com uma pirâmide construída há décadas, onde cada um de nós vivenciou e experimentou todo tipo de merda até atingir a perfeição. Por isso, se Niall ou eu te dissermos que assumir certas posições é arriscado, confie em mim, é arriscado. Se eu quisesse te ver morrer, Louis, eu o faria, começando por acatar aquela sua proposta ridícula em cumprir funções que Liam cumpriria.  Louis, ainda contrariado, desvencilhou-se do aperto com o rosto erguido, por fim admitindo a si mesmo que somente poderia se manter calado. Portanto, se afastou em direção ao interior da mansão, apenas voltando o corpo a Harry para um desencargo de consciência: — Só não suponha que eu exijo a merda de um tratamento amoroso. Acho que minhas intenções contigo já estão suficientemente esclarecidas. — Você é bom, mas não o suficiente! Há! — Antes que Harry pudesse respondê-lo, Niall gritou a poucos metros deles, quase atacando Zayn com um chute certeiro no estômago, que logo defendeu-se perfeitamente, com a classe de sempre.  Harry deu de ombros e voltou a pegar a arma antes jogada sobre a areia, ajustando o calibre e atirando cerca de três vezes no alvo. Eles tinham mais dez horas, e, mais do que nunca, Louis precisava de um cigarro. Algo lhe dizia que sua missão estava começando a esquentar, tornando-se um tanto quanto perigosa. 
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