A propriedade de luxo de Ocean Bliss era como um sonho romântico. Com acesso a duas praias do sul de Maui, a paisagem era simplesmente excepcional; com uma diversidade natural de tirar o fôlego, encantando qualquer um que fosse ao menos passar o dia. A mansão era, em parte, aberta e de frente a uma das mais belas praias havaianas por aquela região, a qual contava com águas cristalinas e areia branca e quente, cachoeiras e uma paisagem multicolorida que envolvia toda a extensão da vila ocupada pela mansão.
Louis, que havia partido antes de Harry num dos jatinhos particulares do gângster, até por ordem do mesmo, passara a viagem toda num clima de expectativa e enjoos constantes pelo quão nervoso ele estava. O policial não sabia o porquê de ter sido levado num voo separado dos demais, e o fato do jatinho estar passando por território americano de maneira totalmente ilegal apenas deixava-o cada vez mais apreensivo e desconfiado. No final das contas, contudo, a espera valeria à pena.
Embasbacado com a visão inesquecível daquele verdadeiro paraíso tropical, Louis pôde respirar o ar havaiano quente e agradável, sensação que lhe fazia falta já havia um bom tempo. Sentia a areia quente e macia sob seus pés descalços, e a brisa vinda do sul batia em seus cabelos e bagunçava-os de forma refrescante. Antes de partir para um horizonte desconhecido pelo de olhos azuis, o piloto lhe entregou uma carta em letras legíveis e reconhecíveis pelo mesmo. Louis suspirou e olhou ao redor, assim percebendo que a mansão estava vazia, a não ser por ele.
ENTRE E DESCANSE. SEU QUARTO É O PRIMEIRO A OESTE DO SEGUNDO PISO. AMANHÃ SERÁ UM GRANDE DIA. — H
Louis amassou o papel em suas mãos. Seu coração batia tão rápido apenas em ler tais palavras, que o ato saíra mais como um reflexo. Ele ajeitou a mala em seus ombros e adentrou a passagem de pedras cercadas por samambaias, até que estivesse de frente ao térreo aberto e cercado por colunas grandes e robustas, ligando um andar a outro, três andares no total. Havia uma piscina que complementava a entrada de pedras, com caminhos estreitos em mármore que o guiavam até a porta principal. Ele pôs os pés no interior da casa e seus olhos já brilharam.
Tudo era muito estrategicamente organizado, numa decoração moderna e com ares náuticos. Apesar do clima lá fora estar um pouco abafado, ficar ali dentro não parecia incômodo — com tantas janelas, tornava-se um lugar aberto e arejado, agradável. O Tomlinson, ansiando por conhecer seu quarto, largou a mala ali mesmo, no chão, apenas pegando seu celular e rapidamente correndo em direção à escadaria. Ele seguiu as instruções de Harry até que estivesse de cara com um quarto grande e tão arejado quanto o andar inferior. Havia uma cama grande e centralizada bem ali, um lençol vermelho em cetim cobrindo-a, tal detalhe combinando com os armários e guarda-roupa ao redor, junto das paredes brancas e limpas.
Impressionado com a grandiosidade da beleza que o quarto representava, não tardou para que Louis se jogasse contra a cama e rolasse ali feito uma criança, desarrumando todo o lençol até que seu entusiasmo se esgotasse e ele voltasse a assumir uma posição séria. Ele infiltrou-se por debaixo dos lençóis e discou o número de Stanley de maneira demasiadamente animada. Também teve vontade de contar tudo a sua mãe.
— Você sabe que horas são? — Stan resmungou com a voz de sono perceptível do outro lado da linha. Louis havia se esquecido completamente do fuso-horário.
— Nesse exato momento eu estou deitado numa cama gigante e no meio de um paraíso tropical. — William resolveu ignorar o tom sonolento que o amigo possuía, animando-se e cruzando os braços atrás da cabeça. A linha ficou silenciosa por alguns segundos, mas logo depois perdendo sua quietude ao que Stanley soltava uma gargalhada. Pelo tempo que Louis conhecia o outro policial, lá vinham gracinhas.
— Não é perigoso ficar falando comigo enquanto Harry está deitado com você?
O sorriso presunçoso que antes tomava conta dos lábios do de olhos azuis se dissolveu drasticamente, dando lugar a uma carranca. Louis bufou e, mesmo em outro país, Stanley sabia que ele logo em seguida revirou os olhos. William se ajeitou na cama e estreitou os olhos, m*l-humorado de repente, depois continuando a falar:
— Ha. Não teve graça.
— Então me diga. Que paraíso tropical é esse?
— Havaí, eu estou no Havaí... — Cantarolou ciente de que estaria provocando o amigo igualmente, já que ele provavelmente estava debaixo de uma porção de cobertas quentes pelo frio constante e, de certa forma, insuportável de Londres. — Porém... Por causa da gangue. Eu te enviei um e-mail, mas supondo que você ainda não o tenha lido, existe outra gangue no pedaço, e eles estão mexendo com o Styles. Os Emmett, conhece?
— Os Emmett... — Era possível ouvir Stanley levantando-se da cama e caminhando até uma cadeira giratória próxima. Ele estalou a língua no céu da boca e assentiu, perdendo o sono automaticamente com o rumo que a conversa tomava e a quem ela se referia. — Eles são latinos, não são?
— Não sei. Não me deram muitos detalhes. O que eu sei é que viemos parar no Havaí por causa de vingança. Um dos homens da gangue acabou se machucando por causa de uma invasão no casarão de Sheffield, e isso deixou o Styles realmente muito bravo. Os Emmett cuidam dos negócios por aqui, têm domínios em Ilhas privadas... O plano, por enquanto, é ficar próximo deles e em oculto.
— Caramba. O máximo que você conseguir sobre os Emmett será essencial.
— Sim. Mas antes disso eu terei que encarar os joguinhos do Harry. — Bufou, massageando as têmporas apenas em imaginar ele e Harry sozinhos, numa mansão imensa e localizada numa ilha propícia ao romantismo, por mais que entre eles o clima só pairasse s****l. — Ele nos separou dos demais, fazendo questão de ter a mansão exclusivamente a nós dois.
— Nossa. Ainda bem que você não é ingênuo. Ou é, William? — Stanley teve de crispar bem os lábios para não rir da situação do amigo.
— Ingênuo? Como assim?
— Deus do céu, William! Não está óbvio pra você?
— É óbvio que está, Stanley! Você acha que eu não vim pensando nisso a p***a do caminho todo?
— Se ele mandou os outros para longe, ainda mais para vocês ficarem a sós, eu, no seu lugar, já estaria nu! — Interrompeu-o, não resistindo em soltar sua famosa e escandalosa risada.
Enquanto isso, o de olhos azuis remexia-se novamente na cama, não gostando nem um pouco daquele termo, ficar nu. Ele não era ingênuo, e a ideia do Styles estar planejando algo parecia muito certa para o policial. Ele queria poder descartá-la.
— Pare com isso. Nem parece que estamos trabalhando juntos para destruir aquele i*****l.
— Nah, eu te conheço. Você está tão atraído por ele, e é um desejo tão faiscante que não consegue ao menos esconder. Eu estou falando com você por telefone, William, de outro continente. Mesmo assim, consigo sentir toda essa aversão misturada com uma tensão s****l alarmante, tudo isso apenas nas suas palavras.
E Louis desligou. Não era a primeira vez que o fazia, e até ele entedia bem o porquê. Ele entendia que Stanley o conhecia tão bem, que o pressionava o bastante para enxergar coisas que ele mesmo não era capaz de perceber em si.
Deitando-se de bruços, Louis cobriu o corpo todo com o lençol e afundou a cabeça no travesseiro. Tinha cheiro de lençol limpo, e o barulho do mar chocando-se contra as pedras lá fora, as ondas quebrando num ritmo constante, tudo contribuía para que suas pálpebras pesassem cada vez mais e mais. Talvez ele devesse seguir o conselho de Harry.
***
Louis acordou algumas horas depois. Um calor repentino e incômodo invadia seu quarto, fazendo-o acordar ofegante e suando, com o lençol jogado totalmente abaixo de seus pés. Era até engraçado, já que não havia muito tempo que a casa estava tão arejada e com o ar correndo de forma amena — Louis estranhou de início. O policial esfregou os olhos e espreguiçou-se, sentindo todos os músculos antes tensionados relaxarem-se de tal forma que o fizera soltar um gemido aliviado. Olhando pela janela aberta, o céu misturava-se numa linda combinação entre o alaranjado e o azul.
Maravilhado, ele não hesitou em levantar-se da cama para olhar aquela paisagem tão nova para si, mais de perto. Além do céu, com a vista panorâmica da ampla paisagem que tinha, ele conseguia apreciar mais de perto a espécime de floresta de bambus e figueiras que o cercava, o mar de águas tão cristalinas, baleias-jubarte brincando pertinho da praia e, olhando mais além, um grande pico que seguia uma estrada de mar inexplicável. Nas laterais da casa, por detrás de um amontoado de palmeiras, os olhos azuis de Louis brilharam ao encontrar uma pequena cachoeira, a mesma desabando de duas pedras altíssimas e formando uma piscina natural que lhe pareceu ainda mais desejosa que o mar. Mas ainda havia outro detalhe que o instigara ainda mais no meio de tanta beleza: tinha mais alguém ali.
As palmeiras não possibilitavam que William o reconhecesse, por mais que a resposta de quem fosse o tal sujeito já lhe fosse óbvia. Só de pensar nele, ali, outra profunda onda de calor percorreu desde a sua espinha até que tomasse conta de todo o corpo do de olhos azuis. As gotículas de suor cobriram sua testa e seu coração passou a bater mais acelerado. Exasperado, Louis percebeu que aquele calor todo não era por culpa do tempo ou algo assim... Talvez fosse um presságio.
Era Harry lá fora, Louis sussurrou a si mesmo, desejando que não fosse tão covarde a ponto de fugir dele, uma vez que seria inevitável o seu reencontro. Com dificuldade, William se desapoiou da janela e encarou pálido seu corpo refletido num espelho estreito de frente à cama — o quanto a pele despida do seu abdome parecia derreter como se houvesse uma chama ardendo por cada centímetro seu. Ele tinha uma incerteza alarmante estampada no rosto, e sua franja parecia grudar na testa de forma que ainda assim ele soasse infinitamente irresistível.
Havia um banheiro embutido ao guarda-roupa. Louis correu até lá e não tardou em jogar água morna em direção ao seu próprio rosto. Bagunçou o cabelo de um lado para outro, voltando a se olhar no espelho e frustrando-se quando a imagem a sua frente lutava bravamente em continuar asperamente rubra e com aquele ar nervoso, num misto de confusão. Seus olhos azuis pareciam assustadoramente dilatados, e os lábios, vermelhos demais... Não era para ele reagir assim.
Lentamente, abaixou o elástico da bermuda até um pouco acima da sua pélvis, deixando evidente o começo da sua linha em V marcada pelas gotículas de suor que desciam tortuosamente até mais além do que a bermuda cobria. Atordoado, ele teve vislumbres da anterior imagem de Harry lá fora, além do calor que ele emanava ainda que estivesse a alguns quilômetros de distância. Puxou o elástico de volta para cima e com força, como forma de repreensão por estar imaginando coisas demais. Fechou os olhos com ainda mais força e contou até três, prestando atenção no barulho do mar e por fim decidindo-se: ele iria até lá.
Prendendo com firmeza o lençol vermelho sobre os ombros, aquele que antes estava jogado ao pé da cama, Louis marchou decidido para fora do quarto, mas perdendo toda aquela coragem conforme descia os degraus até o térreo ainda mais fresco que há horas atrás. Era como se estivesse caminhando para pôr-se de frente aos colegas de classe e apresentar-lhes algo do qual ele não entendesse absolutamente nada. Contudo, William não hesitou: já andava devagar pela areia quente, sentindo o sol não tão quente em suas costas nuas, despertando-lhe pouco a pouco.
Parou de frente ao amontoado de palmeiras que cobria a pequena piscina natural, percebendo que não havia nada ali a não ser pelo farfalhar da brisa nas palmeiras. Infiltrou-se na confusão de folhas sem mais se importar com o lençol arrastando-se pela areia, e então, não foi mais tão difícil de encontrá-lo; as pernas de Louis fraquejaram pela visão.
Harry estava de pé, de costas para o menor, com a água indo e voltando pela sua cintura, os cachos correndo soltos até pouco acima dos seus ombros, molhados. Os raios de sol pareciam ser direcionados apenas a ele, transformando sua pele num tom bronzeado perfeito e brilhante, num lindo contraste com as infinitas tatuagens naquele momento totalmente expostas. Imóvel e com as palmas grandes repousando na água, o gângster passara de um ser-humano intocável para uma escultura de tirar o fôlego.
Atordoado, o de olhos azuis apoiou uma das mãos no tronco áspero de uma das árvores, enquanto a outra segurava firmemente o lençol contra o corpo. E, por Deus, como Louis queria que sua respiração estivesse regular, ou que aquele fogo ardente simplesmente cessasse; mas era quase que um desejo em vão — sim, quando seus olhos estavam atraídos demais por aquelas costas fortes, os ombros largos e os braços lindamente desenhados.
E então, com a respiração descompassada do menor fragilizado e tomado pelo desejo, bem ali, atrás de si, não tardou para que Harry se virasse para encará-lo. Estava com um meio-sorriso acompanhado pela covinha direita à mostra, com os olhos intensamente verdes estreitados em direção a Louis, como se já soubesse que ele viria e que estava o aguardando havia tempos.
— Louis.
Louis estremeceu. O tom rouco e demasiadamente lento com que seu nome soou por aquela boca rosada e carnuda lhe enviara uma onda de espasmos, sob a mesma sensação de algo quente e vibrante percorrendo-o a cada célula. O de olhos azuis poderia ter tombado para trás caso a estrutura sólida da árvore não estivesse ali para servir de apoio. O lençol quase escorregou de seus braços de pelos eriçados, mas ele ainda precisava de forças para continuar encarando o gângster com pouco mais da metade do corpo submersa na água cristalina e calma, seus olhos verdes vigiando-o com certo flamejo.
— Por que você não entra? — Ele sorriu e a covinha esquerda apareceu. — A água está boa.
Como se fosse possível, Louis estremeceu ainda mais — pela segunda vez. Seu cérebro parecia estar dando voltas e voltas como num loop descontrolado e cheio de pessoas insanas gritando ao mesmo tempo. Enquanto tudo se mantinha nessa bagunça total, ele arduamente tentava focar-se em quais seriam os riscos do Styles jogá-lo na água. Ele teria tempo para escapar? Pegar a estrada para o pico vulcânico mais próximo e esperar que algum milagre o puxasse para os céus?
Vamos lá, William, não seja a p***a de um covarde. Pule nesse homem e mostre que você pode ser tão perigoso quanto ele.
E, de repente, lá estava Louis: rendendo-se aos desejos de Harry. Tirou o lençol sem hesitar, ainda assim devagar, mantendo contato visual com o de olhos verdes conforme o cetim vermelho caía suavemente para se juntar às roupas amarrotadas de Harry. Por mais que não estivesse totalmente nu, o fogo ardendo por sua pele continuava intenso enquanto ele caminhava em direção à luz do sol, focando-se no gângster. Deixou que o vai e vem da água quebrasse nos dedos dos seus pés, travando ao descobrir que a temperatura estava longe de ser boa como aquela que Harry havia garantido.
— c*****o! Styles, seu grande i*****l! — Louis parou onde estava, sentindo seus testículos rastejarem de volta para seu corpo com o quão gelada a água estava. — E você ainda desligou o ar condicionado do meu quarto, que eu sei.
Harry caiu na gargalhada.
— Foi tudo para eu poder te esquentar. — Ele sussurrou.
Os olhos azuis se estreitaram com o que o policial acabava de ouvir. Algo no interior de si latejava-se num desejo profundo, que inundou o resto do seu corpo num arrepio incansável. Ele finalmente pôde ignorar o frio e sentir o choque térmico que era ter seu corpo quente se afundando aos poucos na água fria. Foi então que a imensidão de azul encontrou a imensidão de verde. Ambos se olhando tão intensamente, agora podendo se deliciar com a visão mais próxima um do outro; Louis percebendo o quanto os cachos castanhos de Harry progrediam para um tom n***o perfeito sobre a sua pele clara, e Harry percebendo o quanto as bochechas coradas de Louis ressaltavam a beleza do seu rosto de traços simples, mas delicados.
Tentando acabar com o espaço que ainda separava os dois, foi Harry quem ergueu uma de suas mãos para tocar a pele quente da cintura do de olhos azuis. Seus dedos esticaram-se alheios à reação que o menor teria, e então, o Styles acabou assustando-se quando Louis recuou para longe dele. Louis mordeu os lábios com aquele quase simplório toque, e Harry logo entendeu aquilo como um incentivo — voltou a estender a mão, dessa vez as duas, dedilhando com cuidado os traços firmes da maçã do rosto de William, que dessa vez não se afastou, anestesiando-se com o calor insano que apenas aquilo já lhe provocava.
— Está com medo?
Louis queria ter dito que sim. Pelo contrário, fechou os olhos com o toque frio dos dedos de Harry avançando para a linha da sua mandíbula, passando pelo queixo e seguindo uma trilha imaginária até que chegasse às suas pálpebras molhadas pelo toque. Era como se cada bocado seu fosse regado por mais e mais calor, e então, ele negou com a cabeça para responder o cacheado, depois abrindo os olhos e sussurrando: — Não.
De olhos abertos, ele viu o quão perto os dois estavam. Os lábios fartos do gângster se encontravam muito próximos — ele não resistiu em olhar. Harry também encarava os seus, e, naquele momento, a água fria não mais importava quando Harry e Louis eram como fogo e gelo: enquanto um queimava, o outro esfriava. Eles queriam tanto sentir um ao outro que aquela química entre opostos era, no mínimo, explosiva. Harry queria tanto beijá-lo. Louis queria tanto resistir.
O toque leve contra o rosto do menor foi descendo até que as mãos do gângster estivessem apoiadas contra seu ombro e dedilhando a linha da sua clavícula, depois subindo para seu pescoço e de volta para o rosto, roçando a ponta dos dedos úmidos contra o lábio inferior de Louis. Em reflexo, o de olhos azuis arfou contra ele, envolvendo seus braços no pescoço tatuado e apoiando a própria testa contra a do cacheado conforme o mesmo substitua seus dedos pelos próprios lábios.
Tudo se iniciou com um toque singelo entre bocas, mas um eletrizante choque. Depois, o calor que passara a envolver os dois se tornou tão intenso que Harry não foi capaz de esperar mais: ele desceu as mãos, levando-as pela cintura de Louis, aproximando-os ainda mais e apertando a pele molhada contra seu corpo, beijando-o com mais veemência. Misturava ambas as línguas num movimento não tão calmo, mas ritmado e excitante.
Quando o Styles atreveu-se a levar o lábio inferior do outro entre os dentes e puxou-o com a força necessária para deixá-lo inchado, Louis não aguentou e soltou um gemido afinado e ligeiramente ofegante, assistindo o Styles afastar-se da sua boca para deixar um breve sorriso de lado ressurgir em seu rosto corado, surpreendendo-se quando Louis repetiu o mesmo movimento, dessa vez puxando o lábio inferior do maior contra o seu e chupando o piercing com uma vontade tão alarmante que nem ele mesmo conseguia se reconhecer pelo ato.
A sensação do metal misturado às duas carnes quentes se chocando furiosamente fez com que Harry também não resistisse em segurar o quão e******o ele começava a ficar apenas por estar beijando seu diabinho francês, soltando um gemido rouco junto ao afinado de Louis.
Sem perceber a que ponto chegavam, Louis remexeu-se contra as mãos do gângster que o apertavam na cintura, induzindo-o a descer aquele toque firme e constante, que assim chegou à carne farta da b***a de William, já empinada com o quanto ele arqueava o corpo durante o beijo feroz que trocavam, fazendo com que o cacheado arfasse apenas em estar apertando ali, com as mãos cheias e ansiando por mais.
Harry mudou a direção dos beijos, delineando um caminho tortuoso pela mandíbula de Louis e chupando com força a lateral sensível do seu pescoço, o que reverberou em William ainda mais outro gemido.
De repente, suas pernas envolveram o quadril do maior, praticamente jogando-se contra ele e, por consequência, sentindo a semi-ereção que Harry já carregava por debaixo da sunga. O de olhos azuis mordia os lábios com força enquanto Harry apertava-o contra sua pélvis e ao mesmo tempo distribuía chupões entre seu pescoço arrepiado e a clavícula tatuada. Conforme isso, o policial espalmava o peito do outro, apertando ali como sua única forma de apoio.
Eram como uma bagunça de ofegos, até que as duas ereções se chocaram e Louis finalmente revirou os olhos de prazer, Harry gemeu em alto e bom som e parou tudo para encarar a íris azulada em frente a si, pidonho e ansioso por apenas uma única coisa.
O céu começava a escurecer. O barulho das ondas do mar e dos passarinhos permanecia, e os estalos úmidos das duas bocas também. Harry interrompeu o beijo mais outra vez quando percebeu a pouca quantidade de luz pairando sobre ele, avistando o sol dando lugar à lua cheia e logo depois se deparando com um Louis alheio e de olhos fechados, como se estivesse absorvendo tudo e acumulando o prazer dentro de si, ali, nos braços do gângster. Harry sorriu de lado com a visão, sentindo o abdome contrair-se e seu m****o endurecer ainda mais quando o de olhos azuis deslizou suas mãos entre o abdome e o cós da sua sunga, ameaçando adentrar-se ali.
— Eu quero tanto você. Sentir você. Te provar como eu sempre imaginei que seria desde aquele dezembro na boate. Louis... Me deixe te f***r. — Harry sussurrou ao pé do seu ouvido, tão roucamente que Louis passou a ver estrelas e mais estrelas flutuarem sobre sua mente submersa em prazer.
Em resposta, os olhos azuis se abriram num tom mais escuro, vasto como nunca antes. A boca de Louis se moveu num formato oval e ele gemeu atordoado, friccionando novamente o quadril contra Harry, rebolando contra o aperto das mãos do gângster na sua b***a.
— Eu não costumo ser o passivo. — Ele provocou, segredando também no ouvido do de olhos verdes, chupando lentamente o seu lóbulo após isso.
— As coisas serão diferentes comigo. — Harry disse um pouco mais firme, apalpando as bandas da b***a de Louis com ainda mais força e adentrando sua bermuda sem o mínimo de cerimônia. Ele apenas infiltrou as próprias mãos ali, completamente tomado pelo prazer que era sentir aquela pele macia e gostosa contra a sua palma.
— Então me mostre que valerá a pena.
E Harry não tardou em mostrar que valeria. Com as pernas de Louis enganchadas em seu quadril, ele segurou-o pelas coxas e foi deixando a água fria para trás conforme se aproximava do solo. Não se preocuparam em pegar as roupas jogadas sob as palmeiras que cercavam a piscina natural: tudo que Harry queria era chegar logo na casa e jogar seu diabinho francês contra a cama, — e Louis parecia querer o mesmo, já que a cada passo dado ele se esfregava mais e mais contra a pélvis do cacheado, puxando seus cachos com a mesma força que chocava os lábios contra os dele.
Por mais que estivessem descontrolados e às vezes se perdendo no meio do caminho quando um provocava o outro com mordidas, chupões e mãos bobas, os dois conseguiram chegar a tempo no andar térreo, antes que o céu escurecesse por completo. Harry estava tão sedento por atenção que m*l conseguia esperar por mais alguns passos; ele jogou o menor contra a parede e tornou a beijá-lo com volúpia, sentindo uma das mãos de William descer para dentro da sua sunga, onde ele pegou todo o seu comprimento entre os dedos e esfregou sua glande num movimento suave, mas que para Harry era quase como a última gota d'água. O Styles achava que poderia ter um dos seus melhores orgasmos apenas em sentir o menor se esfregando contra ele e o acariciando daquela forma.
— Louis... oh... Você está me deixando louco... — Por mais que estivesse demasiadamente anestesiado pelo prazer, e que parte de si não se importasse em arrancar o pouco de pano que Louis ainda tinha sobre o corpo, Harry se forçou a tirar as mãos alheias de seu m****o duro e visível por debaixo da sunga, assistindo Louis bufar apressado, tentando infiltrar-se ali mais uma vez, mas não conseguindo quando seus punhos eram facilmente segurados por uma só mão do gângster. Louis olhou-o confuso. — Com calma, gatinho, para o quarto.
E então, Louis praticamente arrastava-o em direção à escadaria, seus dedos fincados nas costas ainda úmidas do cacheado, ambos deixando um rastro de água por onde passavam. Quando chegaram ao segundo andar, já em frente ao quarto em que estavam as coisas do gângster, ambos suspiraram de alívio e de ainda mais cobiça — estavam, finalmente, ali.
O quarto era quase como um ponto turístico da ilha, de tão elegante e propenso a um refúgio para o sexo. As paredes eram claras como as do quarto de Louis, mas com detalhes alinhados em azul, uma delas sendo preenchida por uma janela ampla e com visão para o oceano sem fim. No centro de todo aquele deslumbre havia ainda uma cama em formato oval, coberta por um lençol de cor pérola, dando o último toque essencial para que o quarto se tornasse absolutamente s****l.
Foi naquela cama que Harry jogou o corpo de Louis totalmente entregue ao prazer. Harry se demorou em juntar-se a ele, porque a vista era tão bonita, Louis era tão lindo, que ele passara longos segundos apenas olhando e se sentindo endurecer pelo o que teria por aquela noite. O que ele tanto esperava ter.
Seu corpo foi se juntando a ele aos poucos. Sem que seu peso caísse totalmente sobre Louis, apoiou-se pelos próprios braços, um em cada lado do corpo menor, beijando-o desde sua boca até o queixo, seu maxilar, o pescoço e o peito desnudo e bronzeado, descendo cada vez mais. Havia algumas gotículas de água pendendo sobre seu abdome, e Harry fazia questão de beijá-las, para assim traçar sua própria trilha de prazer por Louis, que se sentia estremecer sob o toque dos lábios, das mãos e do hálito quente que batia contra sua pele molhada.
Em meio a gemidos, Louis encarava, com o lábio entre os dentes, o gângster descer sobre ele, captando o começo de um sorriso antes de pôr-se entre as suas pernas e puxar sua bermuda num movimento tão brusco que o pano acabou se partindo num barulho excitante e feroz. Tomlinson arregalou os olhos. Com seu m****o finalmente livre, tudo que ele queria era a atenção de Harry ali; mas foi ainda melhor quando o cacheado começou a distribuir pequenos beijos pelo interior das suas coxas, aproximando-se da sua virilha como numa tortura sem fim.
Harry pegou-o de guarda-baixa quando envolveu seu p*u com uma das mãos. Ele masturbou-o por alguns segundos, sentindo o corpo do Tomlinson se contorcer. Seus gemidos reverberarem cada vez mais altos. Contudo, as provocações não paravam por aí. Ele parou de masturbá-lo para que pudesse abrir suas pernas, levantando seu quadril com o mínimo de esforço. Feito isso, apalpou com uma das mãos a gaveta que se abria pelas laterais da cama, tirando dali lubrificante e camisinha, antes de voltar-se para o corpo totalmente nu do seu diabinho francês.
— Faz quanto tempo desde a sua última vez?
Louis revirou os olhos. Harry continuava a beijar suas coxas e vez ou outra voltava a masturbá-lo conforme falava. O de olhos azuis m*l conseguia respirar, pouco menos falar. Tomando fôlego, ele se jogou contra as mãos do gângster, praticamente fodendo sua mão, antes de pelo menos tentar uma resposta:
— Faz algum tempo... p***a. Vá logo com isso.
Harry olhou-o com o típico sorriso sem dentes e de covinhas à mostra, beijando mais uma vez as coxas roliças de William, com mais vontade e desejo, depois cheirando aquela região e subindo o rosto para a sua barriga, lambendo a linha que se seguia do umbigo até a virilha.
— Louis, eu vou cuidar tão bem de você... — O maior segredou como se apenas Louis pudesse ouvi-lo, um segredo apenas entre eles. Virou o corpo menor de bruços, mantendo-o ainda de pernas abertas, e Louis entendeu imediatamente o que ele faria a seguir, contribuindo quando empinou a b***a e cobriu o próprio rosto entre o travesseiro. — Agora fique quietinho e me deixe te levar às estrelas, hum?
William gemeu em resposta. Empinava ainda mais o próprio traseiro na direção do gângster, balançando-o como se pedisse o que tanto ansiava logo de uma vez. Harry, como havia prometido cuidar do seu diabinho francês, não demorou em dar-lhe o que queria.
Jogando quase metade do lubrificante gelado contra seus dedos quentes, ele apertou com força uma das bandas da b***a gostosa em frente a si, chupando e logo depois mordendo a outra, deixando ali uma marca arroxeada e profunda, enquanto Louis arqueava as costas e tinha os gemidos abafados pelo travesseiro. Após isso, Harry beijou a pequena covinha que se formava ao final da espinha e início do traseiro de Louis, por fim abrindo ainda mais suas pernas e tendo uma das melhores visões de sua vida ao que a entrada rosada e apertada de Louis contraía-se a sua espera.
Harry penetrou dois dedos de uma só vez. Louis gritou como nunca antes, àquele ponto, sem o mínimo de controle sobre si. O maior não enfiou os dois dedos completamente, é claro, sabendo que o machucaria, mas o pouco que penetrava já era o suficiente para que William sentisse um misto de dor com uma pitada de prazer que ia se distribuindo por todo o seu corpo conforme Harry o adentrava mais e mais, pouco a pouco, com cuidado e procurando pelo seu ponto de prazer.
— Porra... H-harry, oh! — Louis não resistiu, e, por mais que tentasse abafar os gemidos pelo travesseiro, mordendo os lábios ou até mesmo friccionando-os na espera de tornar-se um pouco menos escandaloso, ele gritou em alto e bom tom, deliciando-se com o vai e vem gostoso que os grandes dedos de Harry faziam em seu interior, já acostumado com a dor. Quando a ponta dos mesmos encontrou e atingiu em cheio a próstata do policial, Louis sentiu-se enlouquecido e vulnerável demais.
Harry penetrou mais outro dedo, saindo e voltando com tudo, e, naquele momento, Louis sabia que estava muito próximo do ápice, sentindo um arrepio percorrer a sua espinha e espalhando-se para o resto do corpo.
— Oh meu Deus... Styles... Eu vou gozar.
Harry se levantou sem tirar os dedos de dentro de Louis. Ele veio por cima do corpo ardente e sensível do menor, diminuindo a velocidade dos movimentos e beijando suas costas por meio da sua espinha, como se a mesma o guiasse de volta para a perdição. Perto de um de seus ouvidos, ele sussurrou roucamente:
— Agora é minha vez de te provar, Tomlinson. — Ele tirou lento e levemente os dedos de dentro da entrada já sedenta que antes os abrigava com prazer. Louis sentiu-se vazio, necessitado, sentindo o orgasmo que antes estava prestes a vir, ficar morno e ansiando por mais. Harry, enquanto isso, se livrava da sunga com os próprios pés, finalmente despido, sentindo seu p*u bater contra as coxas de Louis e depois no seu próprio abdome, de tão duro que ele estava. — Você quer isso, Louis?
Louis estremeceu. De olhos fechados e com o rosto afundado no travesseiro, ele pôde sentir as últimas lufadas de ar frio vindas da janela. Harry estava exatamente sobre o policial, deixando seu m****o pulsante pressionar contra a b***a do de olhos azuis, incitando-o com toda a sua força conforme apertava sua pele como se pudesse marcá-la apenas com os dedos, tão necessitado e insano quanto Louis. Aquela era uma das mais baixas provocações que o menor já havia presenciado, e, ao sentir o gângster empurrá-lo em direção ao seu p*u, ele sentia sua visão escurecer e seu coração bater descontroladamente mais rápido. A entrada recém-alargada contraía-se com o quanto ele precisava de Harry dentro de si.
— Hum, Louis? Me responda. Você quer isso?
O quadril de William foi empurrado com ainda mais força contra a pélvis do cacheado, levando-o a soltar um gemido afetado e arrastado de tanto prazer.
Louis rebolou em sua protuberância, desistindo de lutar contra o desejo que Harry jogava sobre ele, feito um balde de água gelada em seu subconsciente que normalmente diria não. Ele simplesmente consentiu, e era tão bom. Com o lábio entre os dentes, ele rebolou mais outra vez. — S-sim, hm, Harry... Eu quero, p***a, eu quero tanto.
E então, mais uma vez, Harry deu-lhe o que queria. A partir daquele momento, ele não se cansaria mais disso: Dar prazer a Louis. Ele jamais se cansaria.
Com as mãos tatuadas ainda firmes sobre as extremidades do quadril bonito e anguloso de Louis, Harry sentou-se no lado oposto da cama, levando o corpo menor junto a si. A b***a do Tomlinson permanecia pressionando-o em seu m****o duro e de veias saltadas, quase como um vulcão em erupção. Assim, o policial estava sentado no colo do gângster e com as próprias costas apoiadas em seu peito nu — uma posição um tanto desconfortável.
Com agilidade e facilidade, Harry voltou o corpo de Louis até que o mesmo estivesse de frente para ele, mantendo os braços do policial ao redor do seu pescoço. Enquanto isso, os dedos de ambas as mãos menores entrelaçavam-se aos cachos sensualmente bagunçados de Harry.
Eles se olharam profundamente naquele momento, um olhar íntimo e intenso sob a pouca luz que vinha da lua brilhante lá fora, de modo que Louis conseguia enxergar o verde das palmeiras na íris de Harry, e Harry, o azul do mar atrás de si entre os olhos de Louis. Aquele era o momento exato em que eles se fundiam. Com o barulho das ondas, se beijaram urgentemente e precisamente, objetivos um nos lábios do outro, enquanto Harry colocava apressadamente a camisinha e logo depois abria passagem para dentro de Louis, pouco a pouco, com pelo menos a sua glande penetrando-se no de olhos azuis.
William interrompia o beijo para entreabrir a boca num formato oval, em puro deleite, concentrando-se em descer mais e mais pelo comprimento nada modesto do gângster, que por sua vez estava com os olhos fechados e os dentes fincados num dos ombros do Tomlinson. Quando o policial estava completamente sentado sobre o p*u do gângster, Harry sentindo-se deliciosamente apertado pelo interior quente que o envolvia, ambos soltaram um gemido longo e gritante, em uníssono; um som gutural e precisamente erótico, provavelmente o melhor.
— Oh céus, Louis, eu sempre te imaginei assim, hm... Tão quente e apertado. Sentando no meu p*u. — Harry sussurrou rouco ao pé do ouvido de Louis, estando os dois ainda parados para que Louis se acostumasse com a dor inevitável, e assim fosse ganho cada vez mais pela onda de prazer deliciosa que era ser preenchido de tal forma e ainda ouvir aquele tom rouco e sensual, tão de perto.
O que Harry queria era que o menor começasse os movimentos quando se sentisse bem para isso, e, portanto, quando isso aconteceu, logo estava ele: gemendo ainda mais rouco e arrastado com a bela visão do seu diabinho francês subindo lentamente sobre seu m****o, depois se soltando para baixo novamente, com tudo, causando um choque absurdamente erótico entre as peles.
— Yeah, isso, Lou, monta em mim. p***a. Faz o que quiser comigo. Eu sou todo seu.
Com isso, Louis motivou-se a ganhar rapidez e quicar com mais e mais força em seu colo, procurando arduamente pela próstata, Harry segurando-o pelas nádegas e ajudando-o nos movimentos. Ali, estava mais do que claro que o Tomlinson era simplesmente muito bom em cavalgar o gângster: com o lábio inferior mordido, ele soltava ruídos baixinhos e sôfregos conforme praticamente pulava contra o colo alheio, rebolando com competência e pressionando a carne farta contra a base de Harry. Sem dificuldade alguma, fazia movimentos circulares no p*u inchado dentro de si, contraindo-se e repetindo todo o ciclo ao que voltava a quicar com força sobre ele, jogando a cabeça para trás e direcionando a glande do gângster diretamente à sua próstata, assim que a achou.
— Lembro-me de quando eu te conheci e, oh Deus, você dizia aquelas palavras em francês e, p***a, sim, e-eu quero que você grite meu nome e, hm, yeah... grite daquele jeito, oh... Em francês. — Ele apanhou o m****o de Louis nas mãos, começou a masturbá-lo e a estocar devagar, enviando espasmos para ambos os lados enquanto o de olhos azuis assentia para o que o cacheado dizia, de olhos fechados e com o lábio entre os dentes, ainda que não soubesse exatamente o que o gângster queria. Ele estava concentrado demais na sua própria bolha de prazer, sentindo as estocadas irem rápidas e fortes, depois diminuindo até que ele fizesse o que o cacheado havia lhe pedido.
—Oh mon dieu, isso! Oui, Styles, hm! — Satisfeito com o sotaque erótico com que o Tomlinson gemia, mesmo que falso, as palavras eram trêmulas e entregues demais, fazendo com que o Styles voltasse a estocar forte e rápido, num ritmo descontrolável e que não lhe dava tempo para ao menos respirar.
William rebolava no mesmo ritmo das estocadas, sentindo a onda de calor quase destrutível que vinha desde a sua espinha e se espalhava pelo seu estômago, numa sensação delirante, principalmente quando sua próstata era surrada pela glande inchada de Harry, que estava tão próximo também.
— Harry! Harry! Harry! Harry!
Próximos do ápice, Louis arfou e puxou o Styles pelos cabelos, unindo seus lábios e iniciando um beijo calmo se comparado com a velocidade com que seus corpos se chocavam. O cacheado sentia-se tão atraído, como se o de olhos azuis tivesse algo a mais, que Harry somente queria mais e mais, desejando que aquele momento durasse para sempre.
Assim, ele subiu o corpo de Louis até que seu p*u quase escapasse de dentro dele, provocando-o e vendo-o gemer frustrado, soltando mais outro mantra de "Harry's" quando o cacheado empurrou seu corpo de volta, com tudo, mais fundo do que nunca. Dali, só bastou alguns segundos de Louis cavalgando-o, subindo e descendo loucamente, até que suas mãos agarraram com força os cachos de Harry e ele finalmente arqueou-se com o espasmo do orgasmo vindo sobre si. Harry gozou logo depois, uma vez que Louis contraía-se ao redor de seu m****o pulsante.
Quando os olhares se encontraram, não demorou para que trocassem outro beijo intenso e voraz, ofegantes pelo orgasmo que acabavam de vivenciar. Eram uma mistura de estalos úmidos e ainda eróticos, ambos bagunçados e completamente molhados de suor, com o g**o de Louis espalhando-se pelo abdômen tatuado do gângster.
Harry preocupou-se em beijá-lo por todos os cantos e ângulos de seu rosto, m*l acreditando que havia acabado de t*****r com seu diabinho francês, admirando o estrago que havia causado naquele pecaminoso corpo. Ele pegou com os dedos um vestígio do sêmen de Louis, lambendo a ponta dos mesmos e mantendo o contato visual com o de olhos azuis conforme isso. Seus olhos estavam dilatados e embaçados pelo prazer.
— Esse foi definitivamente o melhor sexo que eu já tive em todos esses anos. — Ainda dentro de William, foi o que ele conseguiu dizer.
Os pelos de Louis imediatamente se eriçaram com aquilo, de modo que ele encolheu-se nos braços alheios e sorriu contra o ombro de Harry, também não acreditando no que havia acabado de fazer. Styles sorriu igualmente maravilhado. Com a ponta dos dedos percorrendo lentamente a coluna de William, ele puxou o corpo menor para cima até que estivesse com seu p*u totalmente livre do aperto gostoso que antes o envolvia, sentindo o arfar decepcionado de Louis com a falta de preenchimento que o tomou logo em seguida.
Em seguida, Louis jogou-se contra a cama, se arrependendo ao que sentiu uma dor incômoda no traseiro, enquanto Harry levantava-se em direção à suíte, com as pernas ainda bambas. O de olhos azuis conseguia enxergar as estrelas dali, além da lua e, principalmente, o n***o do mar. Naquele momento, pela primeira vez desde o início da missão, o policial não mais sabia o que aconteceria dali em diante. Não era algo sobre o qual ele gostaria de refletir, e então, ele apenas se aconchegou contra o colchão macio e abraçou com força o travesseiro.
Porém, tudo que menos esperava era voltar a sentir aquele calor contra si. Não esperava o corpo grande e tão facilmente encaixável ao dele afundando-se no colchão ao seu lado, abraçando-o por trás, com sua respiração batendo contra o pescoço de William e o enrijecendo por inteiro. Harry sorriu ao perceber o nervosismo. Em resposta, puxou com a ponta dos dedos o queixo do Tomlinson, até que estivessem com os lábios colados num beijo casto e sem língua.
Tudo que Louis pensava era que não poderia gostar daquilo. Portanto, não iria se envolver. Era uma promessa.