CAPÍTULO 02

1941 Words
ALONSO PASINI Dois longos meses se passaram desde a última vez que vi Layla, a ordinária filha do Miguel. Nesse período, muitas coisas aconteceram: precisei viajar às pressas para conseguir organizar as coisas na Nova Coréia e, de lá, fui direto ao México para encontrar Ayla, nossa mais preciosa joia. Nós acabamos nos tornando grandes amigos e trabalhamos juntos. Ela é uma pessoa extraordinária e eu nunca imaginei que essa garota nada boazinha tivesse um coração tão puro. Porém, para o meu desassossego, é a melhor amiga de Layla. Ela me disse, com o semblante preocupado, que a amiga estava em uma espécie de missão e me garantiu que a avó da herdeira do Miguel é uma pessoa h******l. Logo depois começou a tirar sarro da minha cara, dizendo que até mesmo um cego vê o efeito “Layla” em meus olhos. Ouvi tudo, sentindo meus nervos irem ao ápice da fúria, certo de que a filha da p**a estava dando de beber a outros. Sim. Porque quando ela goza, é isso que faz: sacia e, ao mesmo tempo, deixa com uma sede voraz quem bebe do seu precioso líquido. Aperto meu p*u ao me lembrar dela ali, bem aberta, gemendo. Lambo os lábios ao sentir sede do seu gosto inconfundível. Depois dela, tenho andado como um i*****l perdido no deserto, em busca do seu oásis para saciar a sede. Tenso, encaro a aeromoça vestida impecavelmente em seu uniforme, com a camisa levemente transparente. Com o simples gesto meu de bater em meus joelhos, ela já sabe o que deve fazer: vem em minha direção, abaixa-se e começa a me c****r. Sendo ágil e sem nenhuma delicadeza, viro-a, coloco-a de quatro, visto um p**********o e meto com força nela, puxando seus cabelos, e dou um t**a em sua b***a. A v***a rebola e geme alto. Não demora muito para que eu goze e saia de dentro dela, sem me importar se ela chegou ou não ao clímax. Recomponho-me, sento-me novamente e coloco o cinto, olhando a criatura sumir da minha frente. É nessas horas que agradeço por ter comprado meu próprio jatinho, porque não preciso dar explicações do que faço ou deixo de fazer nas minhas viagens. Volto a refletir agora a asneira que fiz na noite passada. Eu estava muito bêbado em uma boate, quando pedi a filha de um importante político em casamento. Atribuo meu m*l agouro à pressão dos patriarcas, incluindo meu pai, e ao estranho sentimento que surgiu pela garota que vi uma única vez, uma obsessão pela mulher que se deixa ser chupada por estranhos. Agora, arrependido, não sei o que fazer. Não quero e não vou me casar. Acontece que preciso contar isso aos poderosos Pasini, e minha sorte vai piorar quando eles descobrirem que a escolhida da noite aceitou. Eu fodi a b****a e o cu dela e da amiga, além de gozar nas bocas delas. De manhã, depois da m***a feita e de comer as duas outra vez, descobri que a v***a que pedi em casamento não era a filha de um político qualquer, e sim do homem que, através do seu poder no governo, fecha os olhos para as entradas e saídas de tudo que queremos em seu país. Ou seja, o nosso maior aliado no México. Naquele momento, tudo parecia ser justificável. Nivea não é Layla, mas é muito bonita, fode gostoso e nunca me pressionaria a ter que me manter fiel, como nossa lei exige, já que não dá a mínima para a fidelidade. Coisa que a própria deixou bem claro. O que mais lhe importa é ser a esposa de um capo como eu. Além disso, é bem criada e inteligente. Achei que iria suportar um casamento de conveniência, mas acontece que m*l virei as costas e já não quero mais isso. Só não sei o que fazer agora, depois que a criatura veio até mim com um anel que foi da sua mamma, antes da minha partida, e eu coloquei essa m***a em seu dedo. O jatinho pousa e eu aperto os punhos novamente, tenso com tudo. Para piorar, estou preocupado com meu pai, que voltou sozinho para a casa onde foi feliz com minha mãe. Depois da morte dela, ele não conseguiu mais viver ali, porque tudo no Complexo lhe lembrava ela; até mesmo o jardim, que foi esquecido por ser no meio de um labirinto. Nunca, ninguém além dela e eu conseguimos entrar lá. Lembro-me da minha mamma tendo o cuidado de marcar cada detalhe entre aquelas enormes paredes de arbustos bem fechadas para que eu não me perdesse. Eu era tão pequeno. Foi assim que aprendi a entrar e sair de lá.  Suspiro com tristeza. Ela era o nosso mundo e, do dia para a noite, foi arrancada de nós. Já no Complexo, olho pelo vidro do carro, inconformado com a desgraça que fiz. Dei aos senhores um prato cheio para acabar com minha vida de solteiro. Casar será o meu fim. Volto a pensar nela. Não n**o o quanto Nivea é linda, uma mulher interessante em beleza física e boa de cama. Ela sugava minhas bolas com força enquanto deixava sua amiga engolir meu prazer, e as duas esfregaram os grelos um no da outra até que eu a mandassem parar. A garota não reclamou por me ver t****r com outras, é elegante, fala muito bem e é educada. Porém, tudo isso se perdeu quando ela abriu a boca. A criatura tem a voz muito fina; é de doer os tímpanos de qualquer um. Para tentar calar a desgraçada e evitar que se espalhasse o que fiz, eu lhe falei que o pedido foi um engano e que eu estava bêbado. No entanto, a miserável disse que não era possível voltar atrás, porque no instante que a pedi em casamento, ela foi no banheiro, ligou para o seu pai e lhe contou tudo. O m***a do Olimpo Carneiro entrou em contato comigo de manhã cedo, deixando claro que levou o casamento aos nossos tratos e me deu os parabéns. Por fim, deixei bem claro que ninguém chantageia um Pasini e aceitei a união como um acordo de interesses. Tudo está confuso. Penso e repenso mil vezes no que fiz. Todas as vezes acho uma explicação de m***a, mas, na verdade, tudo volta à mesma questão: terei que me casar. Meu p*u e minha mente se uniram fanaticamente por uma mulher que nem conheço, que nem sequer fodi e que nunca será minha. Como Nivea é um bom acordo, pode, quem sabe, tirar Layla da minha mente e dar um jeito de acobertar as merdas dos patriarcas. Esbravejo sozinho. A quem quero enganar? Ainda tem o grave fato de que eu, Alonso Pasini, coloquei os acordos da Coréia e do México em risco, os quais tanto arrisquei minha vida para conseguir. Fui e******o o suficiente para beber feito louco a ponto de acabar com minha vida, pedindo uma mulher que m*l conheço em casamento. E para tudo ficar mais confuso, é Layla quem eu queria no lugar dela, a garota que nem sei por onde anda. Ainda no carro, percebo a presença de alguns seguranças encapuzados que não fazem parte da nossa equipe. Neron, meu braço direito, m*l estaciona e eu já salto do veículo, indo apressadamente até a casa do meu pai. Aqueles homens só significam uma coisa: A Beijo da Morte está aqui; talvez Douglas. Ele se mostrou um grande amigo, e Eric e eu aprendemos a valorizar sua amizade. O que deixou Fred indignado. Meu primo chama o sogro de “pedra no sapato” e Kalita se diverte vendo os dois demônios dando apelidos um para o outro. Eles só cessam quando ela os lembra que isso é infantil e coisa de “mulherzinha”. Sempre concordo com ela. Quando entro em casa, a saudade da minha mãe volta bruscamente e meus ouvidos ficam atordoados. Experimento uma mistura de sentimentos que só piora por causa do som suave que sai de seu piano. Nunca mais ninguém o havia tocado. Sou sistemático: tudo tem que estar em perfeita ordem. E à medida que meus passos lentos seguem na direção daquele som, fico incrédulo ao ver vestígios de terra pelo longo tapete branco. Alguém será jogado para fora do Complexo Pasini, pois ninguém pode descuidar de nada que foi da minha mamma. Tudo aqui foi ela quem decorou com as próprias mãos. Inclusive, escolheu esse tapete e cuidou dele pessoalmente para o manter impecável. Como uma sombra, vou à caça de quem teve o atrevimento de mexer nas coisas dela e fico paralisado. É tudo que eu não desejava ver neste instante. Por mais ansioso que estivesse para rever a p********a virgem, neste momento a quero morta.   Layla, diferentemente de quando a vi pela última vez, agora está calma e feliz, tocando o piano que não é dela. E para acabar comigo, meu pai, que nunca mais se permitiu chegar perto de nada que fosse da senhora Pasini na nossa casa, está sentado ao lado da moça. Em cima do piano há uma flor com raiz e terra. No mesmo instante, eu a reconheço. Foi uma das últimas que a mamma plantou no jardim secreto. Vou às pressas até a garota e a ergo pelo braço, surpreendendo meu pai, que salta para o lado. Ele olha na minha direção, nitidamente furioso com minha atitude. Já eu, pela primeira vez, encaro-o com raiva, sentindo a cólera dominando meu corpo como se eu estivesse possuído. Uma parte de mim está com ódio porque eles estão muito próximos, e a outra parte está coberta de dor por eu ter visto uma cena que antes pertencia somente ao meu papà com minha mamma. Agora, ele está com a v*******a que possui à Beijo da Morte. Eu acerto um t**a no seu delicado rosto e ela leva as mãos ao local, olhando para mim com os olhos marejados. Espero-a chorar, só que nada acontece. — Não me olhe como se não soubesse o porquê fiz isso! — esbravejei. — Ficou louco? Tocou na herdeira do Miguel. — meu pai revidou com fúria. Eu o encaro, aperto os olhos com os dedos indicadores e, depois, olho-a com desdém. — Esta v*******a que está abrindo as pernas para o senhor, gozou na minha boca há dois meses. — Ela fica rubra, deixando-me confuso, olha para meu pai e, depois, para mim. Só pode ser mais um dos seus joguinhos. — Para quantos Pasini está dando essa gamela no meio das pernas? Layla me olha por baixo, mas agora é como se eu estivesse vendo a Kalita pronta para revidar. É o mesmo olhar. — Cale a boca, seu i****a! — meu pai exclamou. Ouvir meu pai me ofender por causa de uma p**a que me viciou, deixando-me louco pelo gosto dela, é o fim. Fecho os olhos e sinto náuseas ao imaginar ela nua e ele chupando sua b****a. Quando abro os olhos, vejo-a fitando meu semblante ainda. — O que achou? Que eu iria demorar a voltar? Ou acreditava mesmo que iria dar para mim e meu pai? Pensou que eu iria querer comer o resto do meu próprio papà? Simplesmente, ela não reage. — Alonso, cale-se! Que tipo de homem acha que sou? — Não sei mais, papà. Eu achei que soubesse, mais não sei. — respondi com mágoa. Vejo ela olhar na direção dele, e isso me incomoda. Em seguida, pega a flor. — Senhor Pasini, vou levar a Matilda de volta ao lar dela. Quando quiser visitá-la sabe aonde ir. Aquele lugar ainda é lindo, mas precisa de cuidados.
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