O celular de Kelly começou a vibrar sobre o criado-mudo. Ela olhou para a tela e murmurou com um suspiro: — É o Rafael... Amor, silêncio, por favor. Não faz nenhuma gracinha pra ele não desconfiar. — Tá bom — disse Otávio, abraçando-a por trás e distribuindo beijinhos carinhosos em seu ombro enquanto ela atendia. — Oi, meu amor — disse Kelly, forçando uma voz doce. — Oi, minha princesa — respondeu Rafael. — Tô muito atarefado aqui no escritório e... não vou conseguir voltar pra casa hoje. Desculpa avisar só agora. Prometo te recompensar depois. — Nossa, amor... — disse ela, visivelmente chateada. — É sério isso? Você vai ficar direto na rua? — Amor, eu tô muito atarefado... — repetiu ele. Kelly respirou fundo, tentando conter o incômodo. — Mas você comeu alguma coisa pelo menos? —

