Nos dias seguintes, Kelly manteve os dois mundos em perfeita desordem. Treinava com Otávio quase todos os dias, com direito a “sessões extras” no fim dos treinos. O corpo dela já conhecia as mãos dele. O gosto. O peso do corpo sobre o dela. A forma como ele a puxava pelos cabelos, como gemia contra o ouvido dela, como a tomava sem pedir. Selvagem. Bruto. Vício. E mesmo exausta, ela sempre voltava pra casa… para Rafael. Nas noites que se seguiram, ela percebeu algo diferente nele. Estava mais firme, mais intenso. Talvez fosse o excesso de desejo acumulado por vê-la mais distante, talvez fosse só a mudança natural de quem começa a sentir que sua mulher está mais poderosa, mais provocante. Na quarta noite, quando ela voltou do treino, Rafael já a esperava no quarto. Estava deitado de cueca

