As portas da fábrica foram arrombadas. Otávio entrou primeiro, com os olhos vermelhos de fúria. Atrás dele, a equipe tática — rostos fechados, armas em punho, sede de sangue nos olhos. — DESGRAÇADOS! — ele rugiu ao ver o corpo da mulher da vida dele estirado no chão, suja de sangue, machucada, desacordada. — VOCÊS VÃO PAGAR COM A VIDA! Rafael se afastou, suado, tremendo, enquanto tentava ainda limpar o sangue das mãos. A equipe médica entrou correndo logo atrás, com maca, maletas e desfibrilador. Kelly foi cuidadosamente erguida, e um dos médicos avisou: — Está com pulso fraco, mas está viva! Otávio correu até ela, segurando sua mão. Um momento de silêncio atravessado por pura dor. — Não deixa ela morrer... — ele sussurrou para os médicos. — Não deixa... Pelo amor de Deus, salva ela!

