O quarto do hospital já parecia parte da rotina de Kelly. As paredes brancas, o som distante dos monitores e os passos apressados dos profissionais de saúde já não a assustavam tanto. Mas naquela manhã, algo estava diferente. O clima estava mais leve, e ela sentia, finalmente, que o pior estava ficando para trás. A porta se abriu devagar e a doutora entrou com um sorriso gentil no rosto. — Bom dia, senhora Kelly. — Ela se aproximou com a prancheta em mãos. — Hoje eu trago boas notícias. A senhora está bem melhor… e, depois de três semanas, pode finalmente receber alta. Kelly arregalou os olhos, emocionada. Otávio, que estava ao lado da cama, apertou a mão dela com força, sorrindo com alívio. — Agora a senhora vai para casa, tá bom? Mas lembre-se: aos poucos. Continue tentando caminhar

