Semanas haviam passado desde o jantar romântico. A casa já tinha um ritmo suave, um clima de aconchego. Kelly estava mais leve, mais confiante. O sorriso dela surgia com mais frequência, e a leveza em seus gestos indicava algo novo: esperança. Naquela noite, após mais um jantar à luz de velas, entre risadas, olhares e toques suaves, os dois subiram para o quarto. Caminhavam lado a lado como se o mundo inteiro tivesse desacelerado só para eles. Entraram no quarto sorrindo, e ela se deitou na cama devagar, puxando a manta sobre as pernas. Otávio deitou ao lado, se apoiando de lado, apenas observando o rosto dela. Tocou os cabelos dela com carinho e, sem pressa, encostou os lábios nos dela num beijo doce… mas intenso o suficiente para fazer a pele dela se arrepiar. Kelly respirou fundo, e

