O tempo passou voando. Noah, com quase três anos, era o reflexo do amor entre Kelly e Otávio. Um garotinho esperto, cheio de vida, que corria pela casa rindo alto, fazendo todo mundo se derreter. Ele era o xodó da família — dos avós, dos tios, dos amigos. E, claro, dos pais. Kelly, agora com a agenda mais equilibrada, tinha seu próprio escritório de advocacia, sendo referência nacional. Já Otávio seguia na Polícia Federal, agora em um cargo de chefia. A vida estava mais leve, mais estável... e incrivelmente feliz. Até que, num fim de tarde, Kelly começou a sentir aquele velho enjoo. O cheiro do café a incomodou, e ela riu, sem acreditar. Correu até o banheiro com um teste de farmácia na mão. Minutos depois, sentada no chão frio, com a mão cobrindo a boca, seus olhos se encheram de lágri

