Final da tarde Kelly caminhava apressada pelos corredores da faculdade. Seus olhos estavam levemente inchados, e sua expressão carregava o cansaço de dias intensos. No Corredor E, foi surpreendida por suas amigas, que vinham conversando entre si até avistarem a amiga visivelmente abalada. — Kelly! — chamou Carla, preocupada. — Como você tá, amiga? Ela forçou um sorriso fraco, respirando fundo. — Aí, meninas... tá difícil. Muito difícil. Eu não sei mais o que fazer. As quatro pararam e formaram uma roda discreta no canto do corredor. O olhar de todas se encheu de atenção. — O Otávio... ele tá me deixando tão fraca, tão desgastada. Ele não era assim. Cada dia que passa, ele tá pior. E sabe... eu acabei de falar com o Rafael, ali agora há pouco, e confessei isso. — Espera, como assim? —

