Churrasco e paixão

990 Words
O sol foi caindo devagar, tingindo o céu com tons alaranjados, e os rapazes já estavam na área da churrasqueira preparando tudo. O som ambiente rolava baixinho, cerveja gelada na mão, risadas soltas e aquele clima de confraria entre homens apaixonados — e safados. — Pronto, carne temperada, fogo aceso, cerveja na mão… agora só falta as nossas princesas descerem — disse Marcos, colocando o primeiro espeto na grelha. — É, mas será que elas conseguem andar? — provocou Caio com uma gargalhada. — Acho que não. A renata mesmo mandou mensagem dizendo que tá ‘em modo lesma’ — respondeu João, rindo alto. — A Isadora falou que vai descer de escorregador pelo corrimão se for preciso — completou caio e todos gargalharam. Nesse momento, as mulheres começaram a aparecer, uma a uma, descendo as escadas devagar, vestidas com roupas leves e confortáveis, cabelos presos, rostinhos com aquele brilho de quem passou o dia todo sendo mimada e amada. Kelly foi a primeira a aparecer, mancando de leve, rindo e apoiada no corrimão. — Alguém aí me traz um banquinho? Ou uma cadeira de rodas, por favor? — Tá vendo? — Otávio disse com orgulho e riso safado — Isso que eu chamo de missão cumprida! Logo Luísa, Renata, Isadora e Carla também chegaram, todas no mesmo estado: manhosas, sorridentes, provocando os namorados com olhares e comentários engraçados. — Eu juro que tentei ficar em pé com dignidade — disse Renata — Mas meu quadril não ajudou! — Eu quase pedi pra Luísa me vestir, de tão mole que fiquei — disse Isadora — Mas ela também tava toda torta, não adiantava nada! Eles puxaram as cadeiras, ajudaram-nas a se sentarem com carinho e começaram a servir tudo: picanha, linguiça, pão de alho, refrigerante, suco, cerveja… Tudo em clima de piadas, olhares trocados e brincadeiras. — Olha só, esse churrasco aqui é só pra recuperar as forças de vocês… porque de noite tem mais — disse Leandro, colocando carne no prato de Luísa. — Ah não, pelo amor de Deus… — ela colocou a mão no peito teatralmente. — Me deixa viva até segunda, pelo menos. — A gente podia fazer isso todo fim de semana, né? — disse Carla, sorrindo pra Marcos. — Não depende só de mim, princesa — ele respondeu, dando um beijo demorado na testa dela. No meio da noite, depois de comerem bem e rirem muito, colocaram um som mais animado e dançaram ali mesmo, de forma leve, com abraços, beijos e suspiros. A conexão entre eles era visível: companheirismo, desejo e muito amor. Depois, conforme a noite avançava, começaram a se aconchegar novamente — uns deitados no sofá, outros sentados abraçados, já se acariciando, brincando, trocando beijos demorados… — Acho que vamos subir de novo, hein? — disse Caio, com Isadora sentada no colo dele, sorrindo. — A noite só tá começando — respondeu João, puxando Renata pela mão. E um a um, os casais voltaram para os quartos… onde o prazer, o carinho e a cumplicidade os aguardavam mais uma vez. Caio entrou com Isadora no quarto e fechou a porta devagar, mantendo o olhar cravado nela. — Você sorriu demais hoje... — ele murmurou, puxando-a pela cintura. — Culpa sua — ela respondeu, com os olhos brilhando. — E agora vai me fazer chorar de prazer de novo, é? — De prazer, de saudade... e de desejo acumulado. E assim, sem mais palavras, ele a pegou no colo. A noite já não pedia pressa, só intensidade. Deitou-a na cama e começou a beijar cada pedaço dela com carinho e t***o. As mãos dele sabiam exatamente onde tocar, onde provocar. E quando a penetrou, ela arqueou as costas, mordendo os lábios, gemendo alto, entregue por inteiro. No quarto ao lado, Otávio segurava o rosto de Kelly, colando a testa na dela. — Tô viciado em você, sabia? — ele sussurrou com voz rouca. — E eu? Nem sei mais como era minha vida antes de te querer assim... Ele sorriu sádico, a virou de costas e começou a beijar sua nuca, suas costas, sua cintura. Penetrou-a com força e lentidão, dominando cada reação dela, fazendo seu corpo vibrar e implorar por mais. — Você ainda tá dolorida? — perguntou ele, malicioso. — E vai continuar assim até o fim da semana… e eu não tô reclamando. João, com Renata, era puro fogo e ternura. Beijava o ventre dela com adoração, subindo devagar até seus lábios. — Você tá bem? — Eu tô mais do que bem… tô completamente sua, João. — Então deixa eu te mostrar de novo o quanto. E ele a fez sentir. Não com pressa, mas com intensidade. Com pegadas firmes, gemidos abafados e olhares colados, como se o mundo inteiro tivesse parado só para eles. Leandro e Luísa estavam entre lençóis amassados, com o cheiro de amor no ar. Ele mordia o pescoço dela devagar, enquanto suas mãos passeavam ousadas pelo corpo dela. — Ainda tá fraca? — perguntou ele, em tom provocador. — Fraca e apaixonada — respondeu ela, puxando-o para si. E mais uma vez se encontraram, com corpos encaixados e ritmos quentes, com promessas de prazer e amor em cada estocada, cada gemido, cada toque. Marcos, com Carla, era o mais brincalhão, mas também o mais intenso. — Tu ainda não se recuperou, foi? — Recuperei, sim. Só tô fingindo fraqueza pra você continuar cuidando de mim… — Ah, safada… Ele riu, virou-a debaixo dele e a penetrou com força, enquanto ela gemia de prazer e mordia os lábios, fingindo protestar, mas querendo mais. — Você é minha, Carla. — Tô sabendo… e viciada também. E assim, um a um, os quartos se tornaram templos de prazer, gemidos abafados, mãos dadas entre os lençóis, olhos nos olhos, sorrisos depois do ápice, corpos suados entrelaçados na madrugada. Quando a noite se despediu e a madrugada chegou de mansinho, eles adormeceram juntos. Exaustos. Apaixonados. E completamente entregues.
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