O sol já começava a subir no céu quando o grupo decidiu que não deixaria o fim da viagem passar em branco. Com mochilas leves, toalhas, protetor solar e muita empolgação, todos se organizaram e voltaram à Cachoeira Reconto das Águas — o mesmo lugar mágico onde muitos laços se fortaleceram no começo da viagem.
O caminho foi repleto de música no carro, piadas internas e mãos entrelaçadas. Assim que chegaram, o som da água caindo em meio à mata e o perfume da natureza envolveram todos como um abraço de despedida.
Assim que desceram até a parte principal da cachoeira, alguns dos meninos pularam direto na água, rindo como garotos, enquanto as meninas iam se acomodando nas pedras, tirando as saídas de banho com charme, lançando olhares provocantes para os respectivos namorados.
Otávio, ao ver Kelly ajeitando o biquíni, chegou por trás, puxou ela devagar pela cintura e sussurrou no ouvido:
— Vai me enlouquecer assim, mulher?
Ela apenas sorriu, se virou e o puxou com ela direto para a água.
Isadora e Caio nadavam juntos, rindo, até ele encostar ela contra uma pedra e começar a beijar seu pescoço.
— A gente vai ter que voltar pra cidade, mas meu pensamento vai ficar preso aqui… em você… assim — ele murmurou.
Ela respondeu apenas com um beijo intenso, como se quisesse prender aquele instante no tempo.
Renata e João se deitaram numa pedra mais larga, onde o sol batia, trocando carinhos tranquilos, como se tudo estivesse em câmera lenta.
— Se eu fechar os olhos agora, parece que o mundo inteiro sumiu — disse Renata, com um sorriso preguiçoso.
João apenas a abraçou mais forte e beijou sua testa.
Luísa e Leandro estavam mais agitados, disputando uma corrida até a parte mais funda da cachoeira. Ela ganhou, claro, e ele a pegou no colo como “castigo”, girando com ela na água e fazendo ambos rirem como crianças.
Mais tarde, todos se reuniram novamente à beira da água, fazendo piquenique nas pedras, com frutas, sucos e até uns petiscos que tinham levado. Entre uma mordida e outra, beijos roubados, mãos passeando discretamente por coxas e costas, olhares carregados de desejo e afeto.
O clima foi esquentando conforme a tarde avançava. Casais se afastavam um pouco, buscando mais privacidade entre as pedras e os galhos. Beijos ficavam mais intensos, corpos mais colados, e as palavras ditas ao pé do ouvido não eram mais só românticas… tinham calor, promessas e antecipação.
Cada casal viveu à sua maneira aquele fim de tarde na cachoeira: uns com leveza, outros com paixão devoradora, mas todos sabiam que aqueles momentos ficariam gravados na pele e na memória.
O sol foi se pondo, tingindo a água de dourado. Eles se deitaram juntos nas toalhas, mãos dadas, cabelos molhados, corpos cansados e almas preenchidas. Era o penúltimo dia, e eles haviam vivido como se fosse o primeiro — ou o último — com intensidade, carinho e desejo.