O Último Dia, O Amor Inteiro

654 Words
Era o último dia da viagem. O sol nascia preguiçoso no céu dourado, como se também não quisesse que aquele momento acabasse. Kelly e Rafael haviam se afastado do grupo propositalmente. Queriam esse dia só para eles. Só os dois, como um presente. Um capítulo fechado com amor e silêncio. Foram caminhar pela areia ainda fresca da manhã. As mãos entrelaçadas, os pés tocando o mar. Sem pressa. Sem palavras demais. Porque às vezes o amor se comunica com um olhar, com um toque leve no ombro, com um beijo simples na testa. Rafael levou Kelly até uma área mais reservada, onde uma mesa para dois havia sido montada de frente para o mar. Frutas tropicais, pétalas, espumante... e um bilhete escrito à mão: "Obrigada por me permitir amar você assim. – Rafael." Ela sorriu emocionada. Ele puxou a cadeira para ela, beijou sua mão e os dois brindaram à viagem, à vida, ao que estavam construindo. Mais tarde, já em casa, depois do voo de volta, o cansaço parecia não existir. O desejo de estarem colados era mais forte do que qualquer exaustão. Kelly foi tirando as roupas devagar, deixando o vestido cair no chão do banheiro. Rafael já preparava a banheira, cheia de espuma e essência de baunilha. Ela entrou primeiro, suspirando ao sentir a água morna acolhendo seu corpo. Ele veio logo atrás, acomodando-se, observando cada centímetro dela com fascínio. Ficaram assim, juntos, sem pressa, apenas curtindo a presença um do outro. — Você tá tão linda — ele murmurou, como se dissesse um segredo. — Tão minha. Tão perfeita. Eu sou completamente apaixonado por você. Kelly sorriu. A pele dela arrepiou não só pelas palavras, mas pela sinceridade em cada uma delas. Ela então se aproximou, sentando-se no colo dele com delicadeza, os olhos nos olhos. — Eu te amo, Rafael. Ele fechou os olhos por um segundo, como quem recebia o maior presente do mundo. — Você não imagina o quanto eu sonhei... e contei os dias pra poder te ouvir dizer isso, enquanto você olha pra mim. O sorriso dela se abriu como o sol no céu. Então, ela começou a beijá-lo com calma, com fome, com entrega. Foi sentando devagar, enquanto as mãos dele firmavam sua cintura, permitindo que ela ditasse o ritmo, a intensidade, o tempo. A água se mexia suavemente ao redor, como se também participasse daquela dança. Ali, dentro da banheira, eles fizeram amor. Com silêncio e gemidos entrecortados. Com carinho e paixão. Com promessas ditas com o corpo. Quando terminaram, se enxugaram com calma. Rafael a ajudou a vestir um robe branco. Kelly prendeu os cabelos úmidos e sorriu, descansando a cabeça no peito dele. Foram pra cama, deitaram-se lado a lado, e colocaram um filme qualquer só pra fingir que iam assistir. Estavam embalados na calmaria do amor. Mas Rafael, mesmo cansado, a desejava mais uma vez. E dessa vez, ele quis ser quem dava prazer. No meio do filme, ele virou-se lentamente para ela e começou a beijar seu corpo. Cada curva, cada pedacinho, com carinho e fome. Ela soltava risinhos baixos, até que ele tirou suas peças íntimas com paciência e a fez abrir as pernas para ele. Com a língua, Rafael saboreou Kelly como se ela fosse o manjar mais doce. Com precisão, com vontade. Sentia o gosto dela como uma benção, e ela, entre gemidos e arrepios, falava seu nome como se fosse poesia. Como se fosse oração. — Rafael... Rafael... E ele sorria entre uma lambida e outra, sentindo o corpo dela estremecer, guiando seus movimentos com maestria, até levá-la ao êxtase, ao céu. Quando ela terminou, exausta e completamente entregue, ele subiu de volta e a abraçou, beijando sua testa. — Eu te amo — ela sussurrou, com a respiração ainda acelerada. — Eu também, minha vida. Cada vez mais. E então adormeceram ali, colados, como duas peças que finalmente se encaixaram no quebra-cabeça da vida.
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