Na sala da casa, o clima mudava a cada minuto. O filme já tinha terminado havia um tempo, mas ninguém sequer percebeu. O ar estava carregado, a tensão se espalhava como fumaça. João foi o primeiro a checar o celular. — Cara... já vai dar meia-noite. Elas disseram que iam só passear um pouco, fazer umas comprinhas. Já era pra estarem em casa. Leandro olhou o relógio e bufou alto, passando as mãos pelo rosto. — Eu já tô ficando preocupado. É sério. Isso tá me consumindo. Caio levantou, deu uma volta pela sala, os ombros tensos. — Merda. Eu prometi que ia segurar a onda, que não ia dar crise. Mas... c*****o, tá f**a. E o pior de tudo? Eu não posso nem mandar uma mensagem. Otávio, sentado na beira do sofá, socou a própria perna com frustração. — Tudo o que eu queria agora era mandar um

