casa nova

460 Words
O sol ainda brilhava timidamente no céu quando Kelly e Otávio chegaram à nova cidade universitária. No porta-malas do carro, caixas, malas e sacolas guardavam não apenas roupas e objetos, mas também sonhos, planos e promessas. A nova casa estava ali, diante deles, com a porta esperando para ser aberta como um livro em branco pronto para ser escrito a duas mãos. Kelly deu os primeiros passos no interior da casa e sorriu encantada. Era pequena, mas cheia de potencial. A sala tinha uma luz natural linda, as paredes clamavam por personalidade, e os dois já imaginavam onde colocariam cada item. — É aqui que a nossa história vai continuar, amor…, sussurrou ela, de mãos dadas com Otávio. Sem perder tempo, começaram a organizar tudo. Colocaram uma playlist animada para tocar no celular, e, rindo um do outro, começaram a descarregar as caixas. Entre uma risada e outra, uma almofada atirada de brincadeira, um beijo roubado, um carinho na cintura, eles foram transformando a casa em um lar. Na sala, colocaram um papel de parede com tons suaves, estampado com ramos delicados em dourado e bege. Eles mesmos colaram, com cuidado, sujando os dedos de cola e rindo como crianças. — Você está toda melada, Kelly, disse Otávio, limpando o rosto dela com um beijo em vez de um pano. No quarto, escolheram um papel de parede mais romântico, com tons de vinho claro e texturas que lembravam tecido. A cama foi montada juntos, peça por peça, com direito a travesseiros novos e uma colcha felpuda que ela escolheu com tanto carinho. Na cozinha, organizaram os utensílios rindo de quantas panelas Kelly havia levado, e de como Otávio só se importava com a cafeteira e o jogo de copos. — Preciso do essencial, ué… você é quem vai me alimentar, ele disse, a voz carregada de charme. Entre a montagem de um armário e o encaixe da estante, eles se abraçavam, se beijavam, se olhavam com aquela paixão tranquila de quem sabe que está exatamente onde deveria estar. Cada móvel, cada quadro, cada plantinha colocada num cantinho especial tinha o toque dos dois. Quando a noite chegou e a casa já estava quase toda pronta, Kelly se sentou no sofá com Otávio ao seu lado. Eles estavam suados, cansados, mas felizes de um jeito que não cabia em palavras. — Tá tudo ficando tão lindo, amor…, ela disse, encostando a cabeça no ombro dele. — Tá ficando a nossa cara, Kelly… nossa casa, nosso ninho, nosso mundo. E ali mesmo, no meio das caixas restantes e dos restos de papel de parede espalhados pelo chão, eles se beijaram mais uma vez, embalados pela certeza de que estavam construindo algo muito mais valioso do que paredes: estavam construindo uma vida juntos.
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