Otávio estava perdendo o controle. Desesperado, fazia de tudo para tentar encontrar Kelly. Ligava sem parar. Mandava mensagens a cada hora, como se estivesse sendo sufocado pela ausência dela. Mas ela não atendia. Não respondia. O silêncio era a única resposta que ele recebia. As mensagens se acumulavam no celular dela. “Kelly, por favor, me desculpa.” “Kelly, eu te amo.” “Kelly, volta pra mim.” “Kelly, eu tô desesperado.” Logo depois, vinham as mensagens carregadas de desconfiança e possessividade: “Você tá com ele. Eu sei que você tá com ele.” “Você é minha, Kelly. Minha!” “Volta pra mim, volta pra mim, por favor.” “Kelly, eu tô ficando maluco.” “Kelly, eu tô surtando!” Mas Kelly não respondia nenhuma. Ela lia, respirava fundo, segurava as lágrimas e colocava o celular de lad

