O treino daquela manhã foi diferente. Mais silencioso. Mais intenso. Os olhos de Otávio buscavam os dela o tempo todo, como se carregassem algo preso na garganta, implorando para sair. E quando Kelly terminou a última série, suada, ofegante, com os cabelos grudando na nuca e o coração acelerado por mais do que esforço físico, ele se aproximou. Sem dizer nada, apenas se aproximou, até que estavam a centímetros um do outro. — Kelly... — a voz dele saiu baixa, densa, carregada. — Eu não aguento mais fingir. Eu te amo. Ela arregalou os olhos, sentindo o chão se mover sob seus pés. — Otávio... — Não. Me escuta. Eu errei demais, eu sei. Eu deixei você ir, eu fui um i****a. Mas você voltou pra minha vida e eu não consigo mais me afastar. Eu te amo, Kelly. Eu amo o seu jeito, sua força, sua e

