51 - Coringa

1202 Words

Coringa Narrando Acordei com o rádio estourando do lado da cama. — Chefe, já vamos começar a montar a estrutura. — Precisa do teu aval. Passei a mão no rosto, ainda meio grogue. Antes, nessas paradas quem apitava era o Romano. Ele organizava tudo, resolvia tudo. Mas hoje não. Hoje é diferente. O baile é pra comemorar minha volta, e pra apresentar minha mulher. — Tô descendo, — respondi no rádio. Levantei, joguei água gelada na cara pra espantar o sono, escovei os dentes olhando meu reflexo no espelho. Hoje eu preciso de cabeça no lugar. Troquei de roupa rápido, camisa leve, bermuda, chinelo. Desci e tomei só café preto, forte, sem açúcar. Acendi um beck logo depois. A fumaça entrou pesada, queimando de leve, e foi descendo devagar. Senti o corpo relaxar, mas a mente clarear. Eu n

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