Letícia Narrando Quando ouvi o barulho do freio de mão e, logo em seguida, a campainha tocar, eu soube. Não precisei olhar pela janela, nem pela câmera. Meu corpo reconheceu antes da cabeça. Era ele. Fui abrir o portão com o coração disparado. Assim que ele entrou, escorou o portão com o pé, me puxou pela cintura e colou o corpo no meu. A boca dele veio na minha sem pedir licença, quente, firme. Mordeu de leve meu lábio inferior e eu retribuí na mesma hora, rindo entre o beijo. O abraço veio junto, apertado, e o cheiro dele tomou conta de mim de um jeito que me fez fechar os olhos por um segundo só pra sentir. — Caraca. — murmurei sem perceber. Ele riu baixo, daquele jeito dele, e encostou a testa na minha. — Tava com saudade. Antes que a gente se perdesse ali mesmo, a luz da garage

