27 - Coringa

1274 Words

Coringa Narrando Mano, eu não aguento ficar trocando ideia com ela só por telefone. Não dá. Não funciona. Eu preciso ver, preciso sentir o perfume, olhar no olho, sacar a energia de perto. Mensagem não mata saudade, só atiça. Colei na frente da escola e fiquei esperando ela sair. Fiquei ali, quieto, fingindo costume. Quando ela apareceu, pörra, coração deu aquela batida errada. Chamei pra tomar um açaí. Queria mesmo era levar ela pra minha cama, vou ser sincero, mas tava cedo. E com ela não é assim. Com ela eu vou devagar. Tomamos o açaí ali do lado mesmo. Conversa solta, leve. Sem pressão. Sem gracinha fora de hora. Quando terminou, olhei no olho dela e falei logo o que eu queria. — Quero te ver. Simples. Direto. — Vou te esperar lá em casa. Ela respirou fundo, pensou um segundo,

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