Letícia Narrando Foi maravilhoso. De verdade. Ficar com ele daquele jeito, sem medo, sem pressa, sem cobrança, só eu e ele existindo naquele momento. Quando eu já tava descendo do carro, com a mão ainda tremendo um pouco, ele me chamou baixinho: — Ei, não esquece. Tu é minha. Olhei pra ele, com o coração quase pulando pela boca, e respondi sem pensar duas vezes: — E você é meu. Entrei em casa com o coração saltitante, parecia que eu tinha quinze anos de novo. Passei pela sala quase flutuando, dei boa-noite pros meus pais rápido demais e fui direto pro meu quarto. Fechei a porta devagar, como se ainda estivesse com medo de alguém roubar aquele sentimento de mim. Tirei só o sutiã. Não quis tirar a roupa toda. O cheiro dele tava impregnado em mim, na minha pele, no tecido, no cabelo. Er

