Romano Narrando Levei a Brenda até a casa dela já quase meia-noite. O morro tava mais silencioso que o normal, só aquele barulho distante de moto subindo e descendo as ruas e um funk baixo tocando em algum barraco mais longe. Paramos na frente da casa dela. Ela demorou um pouco pra abrir a porta do carro, parecia pensativa. — Vai mesmo sair agora? — ela perguntou. — Vou. — Missão com o Franklin. Ela suspirou. — Eu odeio quando você fala isso como se fosse normal. Dei um meio sorriso. — Pra nós é normal. Ela desceu do carro e eu também saí. A rua tava iluminada só pelo poste amarelo torto que sempre pisca. Brenda se virou para mim e me abraçou forte. Aquele abraço de quem quer segurar a gente mais um pouco. — Toma cuidado, Romano. Passei a mão nas costas dela. — Sempre tomo

