135 - Coringa-2

976 Words

Abaixei um pouco perto do rosto dele. — E quer saber de uma coisa? Nem faço questão de conhecer. Levantei devagar. Olhei bem pra ele. — Porque agora Passei a mão no rosto. — A conversa vai ser outra. Fiquei olhando pro cara amarrado na cadeira. O sargento respirava pesado, sangue seco grudado na barba e no queixo. O olho esquerdo tava quase fechado de tão inchado. Mesmo todo arrebentado, ele ainda me encarava com um ódio que dava até gosto de ver. Encostei na mesa devagar. — Então. — falei — vamos conversar. Ele cuspiu no chão. — Eu não tenho nada pra falar com você, seu marginal. Eu ri baixo. — Engraçado tu falar isso. Cheguei mais perto. — Porque tu é tão marginal quanto eu. Ele tentou se mexer na cadeira, mas as cordas estavam bem apertadas. Romano e FK ficaram encosta

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