Letícia Narrando Saí da ONG no horário de sempre. O dia tinha sido cheio, cheio mesmo. Reuniões, relatórios, mensagens, gente entrando e saindo o tempo todo. Ainda teve a criança que passou mäl, e o Alexandre no meu pé. Quando finalmente desliguei o computador e peguei minha bolsa, senti aquele cansaço bom de quem trabalhou bastante. E ainda não era nem meio-dia. Assim que saí do prédio, vi o Lucas também caminhando em direção ao estacionamento. Ele sorriu quando me viu. — Indo embora também? — Finalmente — respondi rindo. Ele abriu a porta do carro, mas antes de entrar virou para mim. — Eu tenho plantão essa tarde na clínica de especialização. Mas me mantém informado sobre a menininha que passou mäl, pode ser? Assenti. — Pode deixar. Peguei o celular e mostrei a tela. — Acabei

