Ele deu de ombros. — E comprar outro porta-retrato, maior que esse. Olhou pra mim. — Não se preocupa. Ele se inclinou e me deu um beijo rápido. Depois foi andando em direção à cozinha. — Vou tomar um remédio pra essa cabeça, que não para de doer. Eu fui atrás dele. Joguei o porta-retrato quebrado no lixo da cozinha. Mas a foto eu não joguei. Guardei ela dobrada na mão. — Depois eu remendo. Vi ele pegando um copo de água e tomando o remédio. Depois ele passou a mão na nuca. — Vou deitar um pouco. Assenti. — Vai descansar. Ele subiu as escadas devagar. E eu fiquei ali na cozinha, segurando a foto rasgada. Passando o dedo pela linha do r***o. Pensando em como às vezes as pessoas são capazes de fazer coisas tão pequenas, mas tão cheias de maldade. Eu ainda estava na cozin

