Fiquei alguns segundos parado, olhando pra casa. Tentando processar tudo. Tentando segurar o choro. Mas é föda. — Carälho. — falei baixo, com a voz falhando. Passei a mão no rosto rápido. Respirei fundo. Mas não adiantou muito. A emoção tava ali. Batendo forte. Depois de tantos anos… Eu tô de volta, eu tô em casa, pai. Eu parei em frente ao portão e respirei fundo. É agora, Sem volta. Sem fuga. Ergui a mão e toquei a campainha. O som ecoou alto no silêncio da rua. Mas a ansiedade tava tão grande que eu não consegui ficar só nisso, bati no portão logo em seguida. — Carälho. — murmurei baixo, passando a mão no rosto. Segundos depois, o portão começou a abrir sozinho. Automático, lento. Diferente daquele portão marrom velho que eu lembrava. Agora é branco. Bonito. Novo. Ma

