Um dos nossos barraco. Meu coração já veio na garganta. Cheguei acelerando, a galera abrindo espaço. — Sai da frente! — Deixa o homem passar! Romano já tava lá coordenando, gritando ordem, mandando puxar mangueira improvisada. — Já chamaram os bombeiros? — perguntei. — Já, mas tu sabe como é. Olhei pro barraco. Metade já tinha ido pro chão. A fiação velha pegou fogo e virou inferno em minutos. O cheiro de plástico queimado grudava na garganta. Foi quando eu vi. Najila. No meio da rua, descalça, cabelo bagunçado, olho vermelho de chorar. O rosto molhado, não dava pra saber se era lágrima ou suor. Ela me viu. E a multidão abriu mais ainda. — Coringa. A voz dela saiu falhada. — Queimou tudo — ela disse. — Tudo. Eu respirei fundo. Olhei em volta. O fogo já tava controlado, m

