Ele me observou, avaliando. — Porta aberta? — Aberta. Levantei, arrumei a cama, guardei os cadernos. Troquei de roupa no banheiro e voltei com um pijama simples. Ele só tirou a camisa e o chinelo. Eu deixei a porta aberta, como prometido. A luz do corredor entrava suave no quarto. Apaguei a luz principal. Deitamos. Ele ficou de lado, me olhando. Eu virei de frente pra ele. — Se essa mulher não me respeitar, não sair do seu pé, eu quero ela fora do complexo. Ouviu? Ele não desviou o olhar. — Sim, senhora. Eu encostei a testa na dele. — Eu não brinco com essas coisas. — Eu sei. Ele passou o braço por cima de mim, firme, protetor. Ficamos em silêncio, ouvindo a casa quieta. Porta aberta. Luz do corredor acesa. E nenhum espaço pra dúvida. Acordamos com a voz do meu pai ecoan

