Desci primeiro, peguei uma água na geladeira e falei: — Bora no pagode da Jura? Música ao vivo, uma gelada, preciso distrair a mente. Letícia me olhou avaliando. — Você tem certeza? — Tenho. Ficar parado é pior. Ela subiu pra se arrumar. Eu fiquei mexendo no celular, resolvendo umas coisa rápida, até que ouvi o salto dela batendo no piso da escada. Quando levantei o olho. — Pörra. Vestido preto, Meio rodado. Curto demais. Curto num nível que meu coração já foi parar na garganta. — Tu quer andar nüa por aí? — eu soltei na hora. Ela parou na minha frente, cruzou os braços e sorriu. — Como assim nüa? — Olha isso, Letícia. Ela girou devagar. Eu já tava ficando püto. — Eu não tô achando graça. Ela riu mais ainda. — Calma. Aí ela puxou de leve a barra e mostrou. — É um maca

