O caveirão deu mais um avanço, esmagando latão de carro velho na subida. O farol alto cegava quem tentava mirar de frente. O estampido dos disparos ecoava entre as casas, misturado com grito de morador pedindo pra parar. — Eles tão flanqueando pela esquerda. — Fk berrou. — Não deixa fechar!l. — respondi, trocando o pente com a mão já automática. Foi quando o barulho diferente cortou o céu. Helicóptero. A hélice batendo forte, descendo baixo demais. — Águia! — alguém gritou. A luz do holofote varreu a laje, depois a rua, branca e crüel. Quando aquele foco te pega, tu vira alvo marcado. — Se espalha. — eu ordenei. O helicóptero inclinou e começou a disparar de cima. O som vinha rasgando o ar antes de bater nas paredes. Telha estourando, caixa d’água furando, estilhaço voando. Água p

