Até que a porta abriu com força e o médico entrou com a cara fechada. — Gente, isso aqui não é festa — ele falou sério. — O paciente acabou de sair de um coma. Eu preciso que todos saiam agora. Ninguém respondeu, mas deu pra sentir o clima mudar. Ele apontou pra porta. — Só pode ficar uma pessoa. Meu coração apertou na mesma hora. Eu segurei a mão do Alexandre, entrelaçando meus dedos nos dele. — Eu vou ficar. Olhei em volta meio sem jeito, mas ninguém falou nada. Minha mãe veio primeiro. Ela me abraçou forte. — Cuida dele, filha. Assenti. Milene se aproximou logo depois. Os olhos dela ainda estavam vermelhos, mas ela tentou sorrir. Ela me abraçou e falou no meu ouvido: — Cuida bem do meu pai, Amiga. Confio em você. Assenti de novo, apertando ela de volta. — Pode deixar.

