Milene Narrando Caraca, o Patureba me mandou mensagem. Quando vi o nome dele na tela, dei um sorriso automático. — Vem ni mim, meu pato — falei sozinha, sorrindo. A gente trocou umas mensagens, ele todo esforçado pra parecer sério, responsável, que coisa linda. Dá até vontade de guardar num potinho. Ele me chamou pra dar um rolê qualquer dia desses. — É só marcar, gato — respondi. Ele se despediu dizendo que tava no plantão. Fechei o celular com aquela sensação gostosa de flerte leve, sem peso. Passei a tarde corrigindo uns trabalhos dos meus alunos, mas minha cabeça não parava. Desde que o o****o do Cazuza estragou nosso pagode, ficou um clima esquisito no ar. Eu não sei conviver com meu pai sem alguém por perto. Por isso não fiquei mais, o Clima azedou e sem meu padrinho, sem a Le

