63 - Coringa

1078 Words

Coringa Narrando Saí da casa do Vicente com a cabeça mais leve, mas ainda girando coisa demais. Em vez de subir direto pra casa, dobrei a esquina e passei no bar da Jura pra tomar uma gelada. Bar simples, luz amarelada, cheiro de fritura misturado com cerveja derramada no chão. Lugar que eu gosto porque ninguém força assunto quando eu não quero falar. Sentei numa mesa de plástico na calçada. Nem precisei chamar. — Uma gelada pro chefe — Jura gritou lá de dentro. Os bico foram chegando aos poucos. Um sentou na mesa do lado, outro ficou encostado no poste, mais dois espalhados pela rua. Na contenção. Porque quem se preza não anda só. Mesmo tendo respeito. Mesmo sendo temido. Sempre tem um doido querendo provar ponto. Peguei a cerveja, dei um gole longo. Silêncio bom. Eu tava de b

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